Vive numa das zonas onde o preço das casas mais subiu?

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Como saber se vive numa das zonas onde o preço das casas mais subiu? Os preços das casas continuam a aumentar em Portugal e, no terceiro trimestre de 2024, atingiram um novo patamar: 1.819 euros por metro quadrado (m2). O aumento de 10,8% face ao mesmo período de 2023 confirma a aceleração do mercado, depois de um crescimento de 6,6% no trimestre anterior, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O aumento dos preços foi generalizado, mas algumas regiões destacaram-se. Das 26 sub-regiões NUTS III do país, 22 registaram subidas, com o Alto Alentejo a liderar o crescimento, ao disparar 26,3% em relação ao ano passado.   undefined

Nos municípios mais populosos, a tendência foi semelhante. Em 13 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, os preços da habitação aceleraram, com a Maia a registar a maior subida, de 13,8 pontos percentuais (p.p.). Por outro lado, no Porto e em Matosinhos, o ritmo de crescimento desacelerou de forma mais acentuada, com quebras de 10,7 p.p. e 10,3 p.p., respetivamente. Já Lisboa, apesar de manter valores elevados, registou um aumento mais moderado, de 1,9 p.p.

Os municípios mais caros do país continuam a concentrar-se na Grande Lisboa e no Porto.

Lisboa: 4.336 euros/m2

Cascais: 4.052 euros/m2

Oeiras: 3.576 euros/m2

Porto: 2.960 euros/m2

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No 3.º trimestre de 2024, o preço mediano de alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 1 819 €/m2, representando um acréscimo de 4,8% em relação ao 2.º trimestre de 2024 e de 10,8% relativamente ao trimestre homólogo, sendo esta a variação mais elevada desde o 3.º trimestre de 2022.

Estas foram as sub-regiões onde se registaram preços da habitação superiores aos do país, embora com taxas de variação homóloga inferiores à nacional.

Grande Lisboa: 3 032 €/m2

Algarve: 2 746 €/m2

Região Autónoma da Madeira: 2 327 €/m2

Península de Setúbal: 2 159 €/m2

Área Metropolitana do Porto: 2 043 €/m2

Alentejo Litoral: 1 822 €/m2

A sub-região Terras de Trás-os-Montes registou a maior diminuição homóloga dos preços da habitação (8,0%). Em sentido oposto, evidenciou-se a sub-região Alto Alentejo com o maior crescimento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (26,3%).

A sub-região Beiras e Serra da Estrela apresentou o menor preço mediano de venda de alojamentos familiares (554 €/m2)

O Funchal (2 909 €/m2) também se destacou por ser o único a apresentar um preço mediano superior ao do país, Coimbra (1 734 €/m2) foi o único concelho a registar um decréscimo relativamente ao trimestre homólogo e (-4,8%). Barcelos (1 486 €/m2) e Braga (1 703 €/m2) registaram as maiores taxas de variação homóloga (21,0%e 12,0%).

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O impacto do investimento estrangeiro continua evidente, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde o preço mediano das transações realizadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou em 63,3% e 54,2%, respetivamente, os valores pagos por compradores nacionais, avança o INE.

Além das grandes cidades, cinco sub-regiões destacam-se pelos preços mais elevados: Grande Lisboa, Algarve, Madeira, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto. São territórios que, além de elevada procura interna, continuam a atrair compradores internacionais, o que influencia a dinâmica do mercado.

Com os preços a subir e a pressão da procura a manter-se, algumas zonas antes consideradas como mais periféricas registam valorizações expressivas e os compradores estrangeiros desempenham um papel determinante na formação dos preços.

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