Taxa de juro do novo crédito à habitação estabiliza nos 3,22% em janeiro

O crédito concedido a jovens representou 45% do montante de novos contratos.

Taxa de juro do novo crédito à habitação estabiliza nos 3,22% em janeiro
Taxa de juro do novo crédito à habitação estabiliza nos 3,22% em janeiro

O montante dos novos contratos de crédito à habitação recuou 567 milhões de euros em janeiro, para 1.522 milhões, tendo a taxa de juro média estabilizado nos 3,22%, após 14 meses consecutivos de queda, segundo o Banco de Portugal (BdP).

O crédito concedido a jovens até 35 anos representou 45% do montante de novos contratos para habitação própria permanente concedidos em janeiro, um peso semelhante ao observado para o mês de dezembro.

Relativamente aos juros cobrados, em janeiro, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação (incluindo contratos totalmente novos e contratos renegociados) praticamente não se alterou relativamente ao mês anterior, fixando-se em 3,22% (3,21% em dezembro).

De acordo com os dados divulgados pelo BdP, “a estabilização desta taxa acontece após 14 meses consecutivos de redução”.

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Em janeiro, 70% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista (com taxa de juro fixa num período inicial do contrato, seguido de um período com taxa de juro variável), tendo o peso dos contratos a taxa mista diminuído quatro pontos percentuais relativamente a dezembro de 2024.

No mês em análise, os contratos a taxa mista representavam 34% do ‘stock’ de crédito à habitação.

O peso dos novos empréstimos a taxa variável atingiu um mínimo de 15% em agosto de 2024, tendo vindo a aumentar sistematicamente desde setembro e fixando-se em 23% em janeiro de 2025.

Antes do ciclo de subidas de taxas de juro iniciado em julho de 2022, o peso dos novos empréstimos a taxa variável situava-se em torno dos 85%.

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A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação a taxa mista foi de 2,99% em janeiro, menos 0,01 pontos percentuais do que em dezembro de 2024, tendo as novas operações a taxa variável e a taxa fixa apresentado taxas de juro médias mais elevadas (3,54% e 3,60%, respetivamente).

Quanto à prestação média mensal do ‘stock’ dos empréstimos à habitação, diminuiu três euros em janeiro, para 412 euros, o valor mais baixo desde outubro de 2023.

Os dados divulgados hoje pelo banco central indicam ainda que, em janeiro, o total das novas operações de empréstimos aos particulares (incluindo contratos totalmente novos e contratos renegociados) foi de 2.779 milhões de euros, menos 635 milhões do que em dezembro de 2024.

Considerando apenas os novos contratos de crédito, diminuíram 648 milhões de euros, para 2.263 milhões, sendo que os novos contratos nas finalidades de consumo e outros fins decresceram 13 e 68 milhões de euros, para 532 e 209 milhões de euros, respetivamente.

Quanto às renegociações de crédito, aumentaram 13 milhões de euros, para 517 milhões, tendo este aumento sido transversal a todas as finalidades.



 Fonte: Lusa/ Redação

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