Taxa de juro de novos créditos à habitação baixa em março para 3,11%

O crédito concedido a jovens representou mais de metade do montante de novos contratos.

Taxa de juro de novos créditos à habitação baixa em março para 3,11%
Taxa de juro de novos créditos à habitação baixa em março para 3,11%

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que incluem renegociações, voltou a descer em março, para 3,11%, um mínimo desde novembro de 2022, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com os dados do supervisor bancário, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação passou de 3,18% em fevereiro, para 3,11% em março, ficando

Esta taxa desceu 16 vezes nos últimos 17 meses – a exceção foi em janeiro deste ano, quando subiu 0,03 pontos percentuais.

A informação hoje divulgada pelo BdP regista que a taxa de juro para novas operações de crédito à habitação tem caído de forma repetida desde o terceiro trimestre de 2023.

Por tipo de negociação, a taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação recuou 0,05 pontos percentuais, enquanto nos contratos renegociados a descida foi de 0,10 pontos percentuais, para 3,05% e 3,39%, respetivamente.

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Já a prestação média mensal do 'stock' de empréstimos à habitação recuou um euro face a fevereiro, para 409 euros, e 14 euros face ao mesmo mês do ano passado, atingindo o valor mais baixo desde setembro de 2023.

Os dados divulgados pelo BdP acrescentam que a Euribor a 12 meses foi a mais utilizada nas novas operações de crédito à habitação em março, pelo 21.º mês consecutivo, representando 46,02% das operações, à frente da Euribor a seis meses (45,34%) e a três meses (5,99%).

Em termos do 'stock' total de empréstimos à habitação, a Euribor a seis meses representava 37,65%, a Euribor a 12 meses (32,39%) e a três meses (25,67%).

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A taxa fixa foi a escolhida em 6,1% dos novos créditos para a habitação própria permanente, a variável em 22,7% e a mista continuou a ser a preferida, com 71,2%.

A taxa fixa apresentava a maior taxa de juro entre as novas operações (3,54%), seguindo-se a taxa variável (3,32%), enquanto a opção mista tinha uma taxa de juro de 2,93%.

Os dados de março colocam Portugal como o oitavo país da área do euro com a menor taxa de juro média de novas operações de crédito à habitação, ficando ainda abaixo da média deste conjunto (3,31%).

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As renegociações de crédito à habitação voltaram a recuar em março, para 430 milhões de euros, menos 39,6% em termos homólogos e 34 milhões de euros face a fevereiro.

Em março deste ano foram renegociados contratos de crédito à habitação no valor de 430 milhões de euros, um valor que compara com 464 milhões de euros em fevereiro e 712 milhões de euros no mesmo mês do ano passado.

No terceiro mês do ano, as renegociações no crédito à habitação voltaram a ser o principal fator contribuidor para a redução no valor global das renegociações, que baixaram 35 milhões de euros em cadeia e 38,3% em termos homólogos, para 471 milhões de euros.

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No total, as novas operações de empréstimo – que incluem créditos totalmente novos e contratos renegociados – totalizaram 3.245 milhões de euros, mais 15,7% que há um ano e mais 273 milhões de euros face a fevereiro.

Deste montante, 2.774 milhões de euros dizem respeito a novos contratos, mais 35,8% em termos homólogos e uma subida de 308 milhões de euros.

Já no crédito à habitação, o montante de novos contratos e renegociações cresceu 46,9% no espaço de um ano, para 1.951 milhões de euros, além de ter registado uma subida de 265 milhões de euros face a fevereiro.

Mais de metade (56%) do montante dos novos créditos para compra de habitação própria foi concedido a clientes com idade igual ou inferior a 35 anos, uma aceleração de dois pontos percentuais face a fevereiro.

 Fonte: Lusa/ Redação

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