Quase 900 jovens já beneficiaram das isenções na compra de casa própria

A garantia pública para habitação de jovens “estará em pleno funcionamento” em Dezembro, garante a ministra da Juventude e Modernização.

Quase 900 jovens já beneficiaram das isenções na compra de casa própria
Quase 900 jovens já beneficiaram das isenções na compra de casa própria

Um total de 894 jovens recorreram aos apoios para a Habitação Jovem desde que a medida entrou em vigor em agosto, anunciou ontem a ministra da Juventude e Modernização.

Falando na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes fez um balanço das iniciativas do seu ministério, dando destaque à isenção de Imposto Municipal sobre Transações (IMT) e de Imposto do Selo (IS) na compra da primeira habitação própria e permanente para os jovens com até 35 anos para imóveis até 316.772 euros.

"Desde o dia 01 de agosto, 894 jovens puderam comprar a sua primeira habitação", utilizando este recurso, afirmou a ministra.   undefined

Outra das iniciativas do ministério é a garantia pública nos créditos à habitação para jovens.

Balseiro Lopes admitiu atrasos na concretização dessa medida, mas assegurou que estará em vigor ainda este ano.

"Em dezembro, estará em pleno funcionamento", afirmou a governante.

No que respeita ao alojamento para jovens estudantes do ensino superior, o Governo tem disponíveis mais 700 camas no INATEL e pousadas da juventude "já neste ano letivo" e aprovou uma "linha de financiamento de 5,5 milhões para que as instituições de ensino superior possam criar condições de alojamento", negociando quartos.

No dia 16 de setembro, o ministério recebeu a "confirmação de que 662 camas já estão contratualizadas ou em fase de contratualização" no quadro desta linha de financiamento.

Este aumento supera, segundo a governante, "a média anual de novas camas nos anos anteriores, que foi de 132".

"Estou a prestar contas do que foi anunciado a 23 de maio", data em que foi apresentado um pacote de medidas para os "jovens portugueses não terem de emigrar".

Portugal deve ser um "país onde os jovens querem viver, trabalhar, constituir família e construir o seu futuro", disse.

 undefined

Nesse pacote está a remodelação do Porta 65 Jovem, que apoia o arrendamento, uma medida em que a ministra também admitiu algum atraso, mas, "a partir da próxima semana, terá já as novas regras", que retiram o limite de renda como fator de exclusão, menos recibos para obter o apoio ou alteração das regras de inscrição.

Na sessão, a ministra foi confrontada por vários deputados da oposição sobre a possibilidade de aumentos das propinas, mas a governante salientou que essa questão "depende do Orçamento de Estado".

"Nas prioridades e dificuldades de um aluno no ensino superior, o primeiro problema não são as propinas, é o alojamento estudantil, e em segundo lugar a alimentação" e o governo está focado nessas questões, acrescentou ainda a ministra.

O momento mais tenso do debate foi entre a deputada Rita Matias (Chega) que contestou, mais uma vez, o facto de a ministra ter concordado com o uso da designação "pessoas que menstruam" num documento técnico do Ministério da Saúde.

"Não sou uma pessoa que menstrua, recuso-me ser chamada de pessoa lactante", disse a deputada do Chega.

"Temos jovens que não têm acesso à habitação, que vivem aos 30 anos em casa dos pais, que se suicidam por falta de apoio psicológico e a senhora vem a este parlamento perguntar-me se sei o que é uma mulher? Temos prioridades diferentes, para participar num vídeo para o tiktok não estou disponível", respondeu a governante.

 Fonte: Lusa

[vc_miew_postsgrid_container list_style="regular_news_card" loopquery="size:3|post_type:post|tags:46"]