Quanto desce este mês a sua prestação da casa?
Será que o ciclo de descidas se vai manter?
As taxas de juro continuam a permitir um alívio para as famílias que têm créditos habitação. A prestação da casa paga ao banco vai descer 88,88 euros em setembro nos contratos com taxa variável, com um crédito de 150.000 euros, indexado à Euribor a 12 meses, de acordo com uma simulação da Deco.
A prestação de setembro, considerando o cenário de uma média da Euribor a 12 meses de 2,114%, será de 641,67 euros, quando no período homólogo estava em 730,55 euros, verificando-se assim uma descida de 88,88 euros.
As simulações para a Lusa da DECO Proteste/Contas e Direitos baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um ‘spread’ (margem de lucro comercial) de 1%. undefined
Já um cliente com um crédito nas mesmas condições, mas tendo por referência a Euribor a seis meses verá a sua prestação recuar 31 euros para 639,22 euros, tendo em conta os valores da última revisão em março.
No caso de um crédito indexado à Euribor a três meses, a prestação vai agora ser de 634,11 euros, abaixo dos 639,47 euros referentes à ultima revisão de junho, ou seja, menos 5,36 euros.
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Apesar das reduções nas prestações, as taxas Euribor voltaram esta segunda-feira a subir nos prazos de três, seis e 12 meses relativamente à sessão anterior. A taxa a três meses subiu 0,013 pontos para 2,074%, o que compara com 2,061% de sexta-feira, mas mesmo assim mantém-se abaixo das taxas a seis (2,086%) e a 12 meses (2,148%).
A taxa Euribor a seis meses, que em janeiro do ano passado passou a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje 0,012 pontos, para 2,086%, contra 2,074% na sessão anterior.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a junho indicam que a Euribor a seis meses representava 37,74% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Em 24 de julho, o Banco Central Europeu (BCE) interrompeu uma série de oito reduções consecutivas das taxas de juro diretoras, mantendo a taxa de depósitos em 2,00%, o nível mais baixo desde o início de 2023.
Enquanto alguns analistas antecipam a manutenção das taxas diretoras pelo menos até ao final deste ano, outros preveem um novo corte, de 25 pontos base, em setembro.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 10 e 11 de setembro em Frankfurt.
Fonte: Lusa/ Redação
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