Quais as melhores cidades para viver em 2025?
Há surpresas no pódio e Lisboa recua.
A lista das Melhores Cidades para Viver já foi revelada e traz algumas surpresas: Viena já não está no topo da tabela e Lisboa já esteve mais bem classificada no ranking mundial. Em 2025, a capital portuguesa desceu quatro posições e ocupa agora o 60.º lugar entre 173 cidades analisadas pelo The Economist. À frente da capital portuguesa está um pelotão de cidades onde a estabilidade, os serviços de saúde, a educação, a cultura e as infraestruturas continuam a fazer a diferença. E no topo da lista surge uma nova líder: Copenhaga.
A capital dinamarquesa destronou Viena e assumiu o primeiro lugar do Global Livability Index 2025, após três anos consecutivos de domínio austríaco. A pontuação elevada de Copenhaga deve-se, sobretudo, à excelente estabilidade social e política, qualidade da educação e infraestruturas de excelência, mantendo o desempenho do ano passado, mas beneficiando da queda de várias cidades rivais. undefined
O relatório da EIU - Economist Intelligence Unit sublinha que várias cidades da Europa Ocidental registaram descidas acentuadas nos seus níveis de habitabilidade, reflexo do agravamento das condições de estabilidade, devido a ameaças terroristas, distúrbios sociais, aumento da criminalidade e ataques antissemitas. Londres caiu para a 54.ª posição, Nova Iorque para a 69.ª e Edimburgo, uma das cidades mais penalizadas, ficou atrás de Lisboa. Roma e Atenas são agora as únicas capitais da Europa Ocidental com pontuações inferiores à da capital portuguesa.
No caso de Viena, uma ameaça de bomba antes dos concertos de Taylor Swift em 2024 e a descoberta de um plano de ataque a uma estação ferroviária contribuíram para a descida do seu índice de segurança, fator que lhe custou o primeiro lugar.
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Lisboa caiu do 56.º para o 60.º lugar, mantendo-se na metade superior da tabela, mas longe dos lugares de topo. A EIU não detalha as causas específicas para esta descida, mas o desempenho da cidade continua a ser penalizado por infraestruturas sobrecarregadas, desafios na habitação, e problemas estruturais na saúde pública, fatores que têm sido frequentemente apontados por residentes e especialistas.
A nível europeu, a capital portuguesa está agora entre as mais mal posicionadas, uma realidade que pode comprometer a sua imagem internacional enquanto cidade atrativa para viver, trabalhar ou investir.
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A cidade que mais subiu foi Al Khobar, na Arábia Saudita, que passou a ocupar a 135.ª posição, graças a fortes investimentos do governo em saúde e educação, com o objetivo estratégico de reduzir a dependência do petróleo.
Na outra ponta da lista, Damasco, na Síria, permanece como a cidade menos habitável do mundo. Apesar da mudança de regime ocorrida em 2024, a capital síria continua devastada pelos efeitos prolongados da guerra civil, sem melhorias visíveis em termos de saúde, segurança ou infraestruturas. Tripoli (Líbia), Dhaka (Bangladesh), Karachi (Paquistão) e Kiev (Ucrânia) também ocupam os últimos lugares da tabela.
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- Copenhaga (Dinamarca) – 98,0 pontos
- Viena (Áustria) – 97,1
- Zurique (Suíça) – 97,1
- Melbourne (Austrália) – 97,0
- Genebra (Suíça) – 96,8
- Sydney (Austrália) – 96,6
- Osaka (Japão) – 96,0
- Auckland (Nova Zelândia) – 96,0
- Adelaide (Austrália) – 95,9
- Vancouver (Canadá) – 95,8
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164. Caracas – 44,9 165. Kiev – 44,5 166. Port Moresby – 44,1 167. Harare – 43,8 168. Lagos – 43,5 169. Argel – 42,8 170. Karachi – 42,7 171. Dhaca – 41,7 172. Tripoli – 40,1 173. Damasco – 30,7
Apesar das críticas que apontam que este índice não considera fatores ambientais ou desigualdades internas, o ranking anual da EIU continua a ser uma referência global. Em 2025, o retrato traçado mostra uma Europa Ocidental em tensão e um mundo onde o conceito de "qualidade de vida" está cada vez mais sujeito a fatores geopolíticos e sociais imprevisíveis.
A EIU - Economist Intelligence Unit é o braço de análise do grupo que publica a revista The Economist e avalia todos os anos as condições de vida em dezenas de cidades à escala global, com base em critérios como estabilidade, educação, saúde, cultura e ambiente, e infraestruturas.
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