PRR: Mais de 1.700 casas entregues até final de junho
Governo quer cumprir meta de entrega de 26 000 casas até junho de 2026.
Mais de 1.700 casas foram entregues até 30 de junho, no âmbito de programas apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), informou ontem, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação.
“De acordo com os dados do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), no âmbito do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, foram já entregues até 30 de junho deste ano, 1.607 habitações às famílias, a que se somam 95 casas disponibilizadas através do Parque Público de Habitação a Custos Acessíveis, totalizando 1.702 casas”, informa o comunicado do Ministério tutelado por Miguel Pinto Luz.
A estes números irão “somar-se ainda, no próximo reporte de dados, as habitações já entregues às famílias nas últimas semanas, nomeadamente em Oeiras, na Figueira da Foz e no Entroncamento”.
Segundo o Governo, a estratégia para a habitação foi definida como prioritária, mobilizando todos os esforços para cumprir o previsto no acordo celebrado entre Portugal e a Comissão Europeia no âmbito do PRR, tendo avançado já com termos de responsabilidade e aceitação com os municípios para acelerar o cumprimento da meta de entregar 26 000 casas às famílias até junho de 2026. undefined
Além dessa medida, anuncia a nota, o Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, foi reforçado “em 400 milhões de euros, totalizando um valor global de 2,2 mil milhões de euros” por forma a garantir o financiamento a 100% dessas habitações.
“Resolver o problema da habitação do país é uma urgência nacional que exige consenso e a mobilização total de esforços”, afirma o Ministro das Infraestruturas e Habitação, citado no comunicado.
A estratégia do Construir Portugal, anunciada pelo Governo liderado por Luís Montenegro, passa por várias medidas como a “correção de distorções no programa de apoio extraordinário à renda”, alterações fiscais e a garantia pública aos jovens para viabilizar o financiamento bancário.
Foi já concretizada a revogação do arrendamento coercivo de habitações devolutas e da Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (CEAL), da caducidade da licença e transmissibilidade e da alteração ao coeficiente de vetustez, que faziam parte das medidas mais polémicas do programa Mais Habitação, aprovado pelo anterior executivo socialista.
A isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e do Imposto de Selo na compra da primeira casa para jovens até aos 35 anos, a reformulação do programa Porta 65 e o programa de emergência para o Alojamento Estudantil também fazem parte da estratégia Construir Portugal do atual executivo.
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