E-Lar arranca em setembro com descontos diretos em eletrodomésticos
Apoios para substituir equipamentos a gás por soluções elétricas mais eficientes chegam depois das férias.
O programa E-Lar, com o qual o Governo pretende apoiar a substituição de equipamentos a gás por fogões, fornos e esquentadores elétricos de classe A ou superior, vai afinal ser lançado apenas em setembro.
Inicialmente prometido para junho e depois reagendado para julho, o programa fica agora adiado para depois das férias, por decisão do Ministério do Ambiente e da Energia, que pretende garantir uma comunicação mais eficaz junto da população.
“Todos os trabalhos preparatórios para o lançamento do E-Lar – Bairros + Sustentáveis estão já concluídos, incluindo o formato e as regras do aviso”, confirmou fonte oficial do Ministério liderado por Maria da Graça Carvalho, em resposta ao Jornal de Negócios.
A nova data de arranque foi fixada para setembro de 2025. De acordo com a tutela, o mês de agosto, tradicionalmente associado às férias, não permitiria uma divulgação suficientemente abrangente e clara junto dos potenciais beneficiários. O objetivo é garantir que o apoio chega ao maior número possível de famílias. undefined
Ao contrário de programas anteriores de eficiência energética, o E-Lar vai funcionar de forma simplificada. A ministra do Ambiente explicou que os consumidores poderão comprar os novos equipamentos diretamente com desconto, em lojas aderentes. O valor do apoio será abatido no momento da compra e será o próprio comerciante a apresentar a fatura ao Estado.
Este modelo evita processos burocráticos complexos e pretende tornar o acesso mais direto e eficaz, numa medida que pretende acelerar a transição energética nas habitações.
Apesar de ter nascido como um apoio para famílias economicamente vulneráveis, o E-Lar foi, entretanto, alargado a todos os consumidores que queiram melhorar a eficiência energética do seu lar. A medida faz parte do programa “E-Lar – Bairros + Sustentáveis”, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e aprovado pela Comissão Europeia, com um investimento superior a 100 milhões de euros.
O E-Lar antecipa ainda o futuro Fundo Social para o Clima, que deverá canalizar 1,6 mil milhões de euros entre 2026 e 2030, com o objetivo de apoiar as famílias na transição energética e no combate à pobreza energética.
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