Procura de habitação cresceu 14,5% num ano

A Engel & Völkers apresentou o seu Market Report com dados que confirmam a resiliência do mercado habitacional .

Procura de habitação em Portugal subiu 14,5% em 2024
Procura de habitação em Portugal subiu 14,5% em 2024

A procura por habitação em Portugal manteve a sua tendência de crescimento em 2024, tendo registado um aumento de 14,5% em termos de número de transações, face a 2023, segundo os dados da Engel & Völkers divulgados hoje no seu Market Report Portugal 2024-2025.

A par do aumento das transações, a multinacional alemã registou também uma valorização média de 9,1% no preço das casas, embora algumas zonas - como Lisboa, Oeiras, Cascais, Estoril, Lagos, Vilamoura e Tavira - tenham registado uma ligeira descida nos valores médios de venda.

O mercado continua dinâmico, com uma tendência positiva tanto no segmento de compra como no arrendamento”, afirmou Daniela Rebouta, Sales Director da Engel & Völkers para Lisboa, Oeiras e Setúbal, durante a apresentação do estudo. “Especulamos que 2025 seja um ano em que o mercado português volta a registar novamente um crescimento económico moderado e que mantenha a sua tendência relativamente ao investimento tanto nacional como estrangeiro”, defendeu.

A responsável destacou ainda que, apesar de Lisboa ter registado uma ligeira descida no valor médio de venda, a Engel & Völkers duplicou a faturação nesta região, face a 2023, impulsionada por um aumento das transações e pela procura crescente de imóveis de gama média e com espaços exteriores. A nível nacional, a Engel & Völkers registou um aumento de 13% nas suas receitas globais, atingindo um volume de negócios de 1,24 mil milhões de euros.

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No sul do país, os aumentos mais expressivos foram registados em Faro (+44%), Comporta (+27%) e Albufeira (+20%). Já a Quinta do Lago mantém-se como a região mais exclusiva, com preços a atingirem os 12.800 euros/m².

No extremo oposto, Guimarães apresenta os valores mais acessíveis entre as zonas analisadas, com preços médios na ordem dos 1.700 euros/m².

Marita Oltra, Regional Manager da Engel & Völkers Portugal, sublinhou que, no que diz respeito ao investimento estrangeiro, o Minho se destacou com 95% das operações a envolver compradores internacionais, com os maiores investidores nesta região a serem ingleses, alemães e suíços, a par de norte-americanos interessados na zona de Caminha. Por outro lado, Vila Nova de Gaia foi a região com menor peso de investimento internacional.

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O relatório aponta ainda para um aumento no número de contratos de arrendamento em Lisboa, Setúbal e Porto, sendo que Lisboa (15,93€/m²), Cascais (15,31€/m²) e Porto (12,58€/m²) registam os preços mais elevados no mercado de arrendamento.

Em Guimarães, os valores voltam a destacar-se pela acessibilidade, com rendas médias de 6€/m². Contudo, a escassez de oferta de imóveis para arrendamento limita o crescimento deste segmento.

O Market Report Portugal baseia-se na análise de transações imobiliárias concretizadas pelas equipas da Engel & Völkers em 21 localizações do país, abrangendo mercados tão distintos como Minho, Porto, Vila Nova de Gaia, Oeste, Lisboa-Oeiras, Cascais-Estoril, Sintra, Setúbal, Comporta, Lagos, Portimão, Tavira, entre outros. Desenvolvido em parceria com o Instituto Marketing Research, este estudo apoia-se em dados do INE, Banco de Portugal, PORDATA e do sistema interno da marca.

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