Procura de crédito volta a recuar no 3.º trimestre
Empresas e famílias pediram menos créditos, entre julho e setembro deste ano.
A procura de empréstimos por parte de empresas e particulares voltou a cair no terceiro trimestre deste ano, segundo o Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito do Banco de Portugal (BdP) ontem divulgado. Esta tendência deve manter-se nos próximos três meses do ano, de acordo com as conclusões da edição de outubro deste inquérito. undefined
O estudo conclui que, entre julho e setembro, a procura por créditos por parte das famílias registou uma "ligeira diminuição" tanto no segmento ao consumo, como para compra de habitação.
No plano empresarial, a diminuição é transversal às diferentes dimensões das empresas e às maturidades, sendo mais acentuada no que respeita aos créditos de longo prazo às grandes empresas. Em contrapartida, no caso das Pequenas e Médias Empresas, as necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida contribuíram para um aumento ligeiro da procura.
A redução da procura de empréstimos por parte dos particulares deve-se a um decréscimo da confiança dos consumidores e ao alto nível das taxas de juro. Quanto às empresas, a redução deve-se, segundo a análise, ao “nível geral das taxas de juro e as menores necessidades de financiamento do investimento”.
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O BdP antecipa que, nos últimos três meses do ano, a tendência se mantenha e haja uma “ligeira diminuição” da procura de créditos por parte de empresas – “mais acentuada nos empréstimos de longo prazo” – e por parte de particulares para habitação e consumo e outros fins.
O documento assinala ainda que os critérios de concessão de crédito permaneceram inalterados no caso das empresas, enquanto houve uma “ligeira deterioração nos empréstimos de longo prazo e no crédito à habitação”, tendo os critérios para o crédito ao consumo e outros fins sido “ligeiramente mais restritivos”.
Até ao final do ano, os critérios devem manter-se inalterados para as empresas, ser menos restritivos na habitação, mas mais restritivos para o consumo e outros fins.
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Quanto ao impacto das decisões sobre as taxas de juro oficiais diretoras do Banco Central Europeu (BCE) na rendibilidade dos bancos, o questionário revelou que, no último semestre, os bancos registaram um aumento da rendibilidade global e “um forte aumento da margem financeira” – que produziu, também, um contributo para o aumento da constituição de provisões e imparidades.
Nos próximos seis meses, as instituições inquiridas antecipam um “menor contributo para um aumento da rendibilidade global dos bancos do que nos últimos seis meses, decorrente de um efeito preço menos positivo e um efeito volume mais negativo”.
Este inquérito avalia trimestralmente a oferta e a procura no setor, com base no reporte das instituições financeiras nacionais.
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