Privação severa de condições de habitação passou de 4,7% para 6% em 9 anos

Maioria dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável evoluiu favoravelmente entre 2015 e 2023.

Privação severa de condições de habitação passou de 4,7% para 6% entre 2015 e 2023
Privação severa de condições de habitação passou de 4,7% para 6% entre 2015 e 2023

A privação severa das condições de habitação aumentou de 4,7% para 6,0% entre 2015 e 2023, sendo um dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com evolução contrária ao desejável, divulgou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No mesmo sentido evoluiu a taxa de mortalidade atribuída a fontes de água insalubre ou a condições de saneamento e higiene deficientes, por 100.000 habitantes, ao passar de 2,2 para 4,5, entre 2015 e 2022.   undefined

No âmbito do ODS 11, Cidades e Comunidades Sustentáveis, houve 6 indicadores com evolução favorável e outros dois com evolução em sentido contrário ao pretendido.

No período (2015-2023), a taxa de sobrecarga de despesas em habitação desceu de 9,1% para 4,9% (era de 5,0%, em 2022); a despesa pública e privada em serviços culturais (não obstante a forte contração na despesa privada em 2020 devido à pandemia) aumentou de 167,2 milhões para 225,9 milhões de euros.

Nos desenvolvimentos negativos, além do crescimento significativo da privação severa das condições da habitação, também os resíduos urbanos recolhidos (2015-2022) a subiram de 4,8 milhões de toneladas de resíduos para 5,3 (460 kg per capita e 509 kg per capita, respetivamente).

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O INE assinalou também a vermelho o número de crimes de tráfico de pessoas registado pelas autoridades policiais, entre 2015 e 2023, um aumento de 53 para 92, com uma acentuada redução em 2020 (para 41) durante a pandemia de covid-19.

A proporção de presos preventivos na população prisional subiu de 16,2% para 21,8%, a mais elevada desde 2015.

A pandemia influenciou também o indicador associado ao número de mortes e pessoas desaparecidas em contexto de catástrofe, no período 2015 – 2021, que registou um aumento de 0,57, por 100.000 habitantes, para 116,82 (66,1 em 2020).

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O INE disponibilizou estes dados por ocasião do Dia Nacional da Sustentabilidade, que se assinala a 25 de setembro.

Para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), avaliou o desempenho de 179 indicadores, mais nove do que na edição anterior.

Em 11 ODS, a maioria dos indicadores evoluiu favoravelmente, destacando-se a redução das desigualdades, as águas potáveis e saneamento, as energias renováveis e acessíveis, pela maior percentagem de indicadores com desempenho favorável (superior ou igual a 80%).

“Cinco ODS têm menos de metade dos indicadores com evolução positiva: erradicar a fome, igualdade de género, produção e consumo sustentáveis, proteger a vida marinha, proteger a vida terrestre e paz, justiça e instituições eficazes”, precisou o INE.

A maioria dos indicadores (99) registou uma evolução favorável, dos quais 23 atingiram a meta. O INE aferiu 33 indicadores com "evolução desfavorável".

 Fonte: Lusa/ Redação

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