Preços das casas em máximos históricos
Valorização homóloga atinge 22,8% em setembro, a maior desde 1988, segundo a Confidencial Imobiliário.
O preço das casas em Portugal registou em setembro a maior subida de sempre, com um aumento homólogo de 22,8%, segundo os dados divulgados pela Confidencial Imobiliário (CI). Trata-se da valorização anual mais elevada no histórico do Índice de Preços Residenciais (IPR) que começou a ser registado em 1988.
Além da variação homóloga recorde, o mercado apresentou também uma subida trimestral de 6,9%, outro máximo histórico. A Confidencial Imobiliário sublinha que, desde janeiro, os preços têm crescido a um ritmo mensal médio de 2%, tendência que se manteve em setembro, com um aumento de 2,4% face a agosto.
Esta escalada consolida uma trajetória de forte valorização que se vem acentuando desde o final de 2024, quando a variação homóloga rondava os 11%. Em apenas nove meses, a taxa duplicou, superando em setembro todos os registos anteriores. A última vez que o mercado registara crescimentos próximos foi entre 1989 e 1991, período em que as subidas anuais se situaram entre 20% e 21%. O recorde até então pertencia a novembro de 1991 (21,1%), valor ultrapassado em agosto de 2025 (21,6%) e agora amplamente superado.
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Nos últimos cinco anos, os preços da habitação quase duplicaram, com uma valorização acumulada de 97,4% entre setembro de 2020 e setembro de 2025. De acordo com o SIR – Sistema de Informação Residencial, o preço médio de venda das casas em Portugal Continental atingiu 2.885 euros por metro quadrado, contra 1.573 euros/m2 há cinco anos.
Segundo a Confidencial Imobiliário, esta evolução reflete um mercado ainda marcado por escassez de oferta e forte procura, fatores que continuam a pressionar os valores de venda, mesmo num contexto de subida das taxas de juro e ajustamentos na concessão de crédito.
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