Preços das casas disparam para máximos de quase 40 anos
Agosto trouxe a maior valorização homóloga desde 1988, mas as vendas continuam fortes.
Os preços das casas registaram, em agosto, uma variação homóloga de 21,6%, a mais elevada em quase 40 anos, avança a Confidencial Imobiliário.
O Índice de Preços Residenciais é apurado desde 1988 e o anterior recorde verificara-se em novembro de 1991, quando os preços da habitação no país assinalavam uma subida homóloga de 21,1%.
A evolução é particularmente impressionante quando se olha para os últimos meses. No final de 2024, os preços subiam a um ritmo de 11% em termos homólogos. Apenas oito meses depois, a taxa praticamente duplicou, acelerando mais de 10 pontos percentuais.
Os dados revelam que, ao longo de 2025, os aumentos mensais rondaram sempre os 2%, com exceção de maio, mês em que os preços estabilizaram (+0,2%). Mas o verão trouxe nova pressão em alta: só em agosto, os valores cresceram 1,8% face a julho.
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Apesar da escalada de preços, a procura continua sólida. Entre junho e agosto foram vendidas cerca de 41 mil casas, um volume semelhante ao dos dois primeiros trimestres do ano, segundo o SIR – Sistema de Informação Residencial.
O preço médio de venda no trimestre de verão fixou-se em 2.753 euros por metro quadrado, com diferenças claras entre segmentos: as casas novas atingiram os 3.453€/m2, enquanto as usadas foram vendidas, em média, por 2.629€/m2.
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