Preços da habitação atingem novo máximo no terceiro trimestre
Entre julho e setembro realizaram-se 42.481 transações, um aumento de 19,4%, avança o INE.
Os preços da habitação continuam a acelerar em Portugal e atingiram, no terceiro trimestre de 2025, o maior aumento de que há registo. De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação cresceu 17,7% em termos homólogos entre julho e setembro, mais 0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior.
Este é o valor mais elevado desde o início da série estatística do INE, em 2009, e representa o sexto trimestre consecutivo de aceleração do crescimento dos preços, uma trajetória iniciada no segundo trimestre de 2024.
A subida foi mais expressiva no segmento da habitação já existente, cujos preços aumentaram 19,1% face ao mesmo período do ano passado, enquanto as habitações novas registaram uma valorização de 14,1%. Em termos trimestrais, o índice aumentou 4,1%, abaixo dos 4,7% registados no trimestre anterior. undefined
No terceiro trimestre foram transacionadas 42.481 habitações, correspondendo a um volume de negócios de 10,5 mil milhões de euros. Apesar de uma desaceleração face ao trimestre anterior - menos 15,5% no número de transações e menos 30,4% no valor -, o montante total transacionado foi 16% superior ao registado no mesmo período de 2024, estabelecendo um novo máximo num só trimestre.
As habitações existentes concentraram a maioria das vendas, representando 80,5% das transações, com 34.208 casas vendidas, um aumento homólogo de 5,9%. Já as 8.273 habitações novas transacionadas traduzem uma redução de 3,8% face ao terceiro trimestre do ano passado.
Em valor, as transações de habitação existente ascenderam a cerca de 7,8 mil milhões de euros, mais 21,1% do que há um ano, enquanto o segmento da habitação nova atingiu 2,7 mil milhões de euros, um crescimento homólogo mais moderado, de 3,3%.
As famílias mantiveram-se como o principal motor do mercado, sendo responsáveis por 88,3% das aquisições. No total, adquiriram 37.507 habitações, movimentando cerca de 9,2 mil milhões de euros, o que representa aumentos homólogos de 5,8% no número de compras e de 18,8% no valor investido.
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