Preços da habitação aceleram em metade dos grandes municípios
Saiba onde aumentaram mais os preços das casas.
Os preços da habitação continuam a acelerar em Portugal e atingiram, no terceiro trimestre de 2025, o maior aumento de que há registo. De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação cresceu 17,7% em termos homólogos entre julho e setembro, mais 0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior.
Este é o valor mais elevado desde o início da série estatística do INE, em 2009, e representa o sexto trimestre consecutivo de aceleração do crescimento dos preços, uma trajetória iniciada no segundo trimestre de 2024.
A subida foi mais expressiva no segmento da habitação já existente, cujos preços aumentaram 19,1% face ao mesmo período do ano passado, enquanto as habitações novas registaram uma valorização de 14,1%. Em termos trimestrais, o índice aumentou 4,1%, abaixo dos 4,7% registados no trimestre anterior. undefined
Entre julho e setembro de 2025, foram transacionados 41 117 alojamentos familiares, mais 4,0% do que no mesmo trimestre do ano anterior. O aumento do número de vendas, embora mais contido do que no trimestre anterior, ajuda a explicar porque os preços continuam a subir de forma transversal: todas as 26 sub-regiões NUTS III registaram crescimentos homólogos dos preços da habitação.
Ainda assim, o ritmo varia bastante. As Terras de Trás-os-Montes destacam-se com o maior aumento homólogo do país (+34,3%), enquanto o Alto Minho registou o crescimento mais moderado (+5,5%). No extremo oposto da escala de preços, a sub-região das Beiras e Serra da Estrela apresentou o valor mediano mais baixo, com 594 euros por metro quadrado.
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Os preços da habitação aceleraram em 12 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes no terceiro trimestre de 2025, destacando-se Coimbra e Setúbal. Segundo as estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local, no terceiro trimestre do ano passado, todos os municípios com mais de 100.000 habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional (2.111€/m2).
Deste conjunto de 17 municípios, apenas cinco apresentaram taxas de variação homóloga inferiores à nacional (16,1%): Matosinhos (15,6%), Porto (15,4%), Lisboa (15,3%), Maia (13,7%) e Vila Nova de Gaia (13,3%).
Os municípios de Lisboa (5.000 €/m2), Cascais (4.713 €/m2) e Oeiras (4.361 €/m2) destacaram-se por apresentarem os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.000 €/m2.
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Coimbra apresentou um preço mediano e uma taxa de variação homóloga superiores às referências nacionais (2.296 €/m2 e 32,4%), tendo também o Funchal registado um preço mediano acima do de Portugal (3.346 €/m2), embora a taxa de variação homóloga tenha sido inferior (15,0%).
Os municípios de Vila Nova de Famalicão (1.742 €/m2 e 25,8%), Braga (2.090 €/m2 e 22,7%), Leiria (1.819 €/m2 e 22,5%) e Guimarães (1.652 €/m2 e 19,2%) também superaram a taxa de variação homóloga do país.
Já Barcelos (1.651 €/m2 e 11,1%) foi o único município com mais de 100.000 habitantes a apresentar, simultaneamente, preço mediano e taxa de variação homóloga inferiores às referências nacionais.
Pelo contrário, os municípios de Vila Nova de Gaia (-9,2 pontos percentuais) e Santa Maria da Feira (-8,6 pontos percentuais) registaram as maiores desacelerações.
Os municípios de Porto e Lisboa registaram acréscimos de 6,2 e 3,9 pontos percentuais nas taxas de variação homóloga do segundo para o terceiro trimestre de 2025, respetivamente.
Nos últimos 12 meses terminados em setembro de 2025, o município de Lisboa registou o maior número de transações de alojamentos familiares do país (8.784), destacando-se ainda, com mais de 4.500 vendas, os municípios de Sintra (6.478), Vila Nova de Gaia (5.798) e Porto (4.537).
Fonte: Lusa/ Redação
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