O metro quadrado já não vale o mesmo: qual o impacto na compra de casa?
Em apenas um ano, o valor mediano da avaliação bancária disparou quase 19%.
O preço da habitação continua a subir em Portugal e os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) não deixam margem para dúvidas. Em julho de 2025, o valor mediano de avaliação bancária fixou-se nos 1.945 euros por metro quadrado (euros/ m2), mais 34 euros que no mês anterior e um aumento expressivo de 18,7% face a julho de 2024, segundo números divulgados esta terça-feira.
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No total, foram consideradas cerca de 33.800 avaliações bancárias em julho, mais 3,8% do que em junho e 3,7% acima do mesmo mês do ano passado.
O Alentejo destacou-se com a maior subida mensal (4,2%), enquanto em termos homólogos o crescimento mais expressivo se registou na Península de Setúbal, com um salto de 24,2%.
Importa sublinhar que, em julho, nenhuma região registou descidas face ao período homólogo.
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Quem procura apartamento sente mais a pressão dos preços. O valor mediano de avaliação foi de 2.254 €/m2, uma subida de 24% em relação a julho de 2024.
A Grande Lisboa lidera com 2.990 €/m2, seguida do Algarve com 2.642 €/m2. Em sentido inverso, o Alentejo apresentou o valor mais baixo (1.419 €/m2).
O maior crescimento homólogo voltou a estar na Península de Setúbal (25,6%).
Por tipologias, os T1 foram os que mais valorizaram (+71 euros, para 2.866 €/m2), seguidos dos T2 (+50 euros, para 2.317 €/m2) e dos T3 (+18 euros, para 1.942 €/m2). Juntas, estas tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos realizadas em julho.
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No caso das moradias, o valor mediano atingiu 1.414 €/m2, uma valorização de 10,4% face a julho de 2024.
Os valores mais altos registaram-se em Lisboa (2.707 €/m2) e no Algarve (2.505 €/m2).
O Centro (1.053 €/m2) e o Alentejo (1.149 €/m2) continuam a apresentar os preços mais acessíveis. A maior subida homóloga verificou-se nos Açores (+17,8%).
Em julho, o Alentejo voltou a liderar nas variações mensais (+4,2%), enquanto a Madeira foi a única região a recuar ligeiramente (-0,2%).
Em termos de tipologias, as moradias T2 subiram para 1.392 €/m2 (+41 euros), as T3 atingiram 1.390 €/m2 (+14 euros) e as T4 chegaram aos 1.484 €/m2 (+23 euros).
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A análise por regiões NUTS III mostra que as disparidades no país continuam a ser marcantes.
Acima da mediana nacional:
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- Grande Lisboa (+52,0%)
- Algarve (+34,5%)
- Península de Setúbal (+18,8%)
- Madeira (+14,9%)
- Alentejo Litoral (+7,3%)
Muito abaixo da mediana nacional:
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- Beiras e Serra da Estrela (-50,3%)
- Beira Baixa (-49,8%)
- Terras de Trás-os-Montes (-49,1%)
Se está a pensar comprar casa ou pedir crédito à habitação, estes dados são significativos: as avaliações bancárias servem de base para os empréstimos e refletem como os bancos percebem o valor do mercado imobiliário. Segundo os dados do INE, a valorização dos imóveis mantém-se em aceleração, com apartamentos a puxar pela média e as moradias a acompanhar a tendência de forma mais moderada.
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