Novos projetos residenciais têm mais fogos e elevada procura
No primeiro semestre do ano, a oferta aumentou 42% e taxa de vendas manteve-se elevada.
O mercado imobiliário português continua a mostrar sinais de dinamismo. De acordo com os dados da Confidencial Imobiliário (Ci), referentes ao 1.º semestre de 2025, embora o número de novos projetos residenciais lançados para venda se mantenha estável, os empreendimentos são maiores e registam um elevado nível de absorção: 45% dos fogos já foram vendidos.
Segundo a base de dados Edifícios em Comercialização, o número de novos empreendimentos habitacionais lançados entre janeiro e junho de 2025 foi semelhante ao do semestre anterior. Contudo, o volume de fogos disponíveis aumentou 42%, evidenciando uma clara orientação dos promotores para edifícios de maior dimensão.
Este crescimento não travou a procura. Apesar do aumento da oferta, quase metade das casas já encontraram comprador, sinal de que a demanda por habitação nova continua sólida.
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A taxa de comercialização dos novos fogos varia de região para região. Os dados mostram que enquanto a Área Metropolitana de Lisboa regista a taxa mais baixa, a do Algarve e do Porto destacam-se pela vitalidade da procura.
- Algarve: 62% – a região com maior procura relativa
- Área Metropolitana do Porto (AMP): 49%
- Área Metropolitana de Lisboa (AML): 32%
- Restantes regiões: cerca de 45%
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No 1.º semestre de 2025, os concelhos com maior atividade no lançamento de novos projetos residenciais foram Porto, Lisboa, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.
Contudo, deve realçar-se a tendência de crescente diversificação geográfica, com reforço do investimento noutras regiões do país, nomeadamente fora das Áreas Metropolitanas.
Entre estes mercados, Lisboa volta a evidenciar menor absorção (32%), enquanto Matosinhos lidera, com uma taxa de vendas de 61% dos novos fogos lançados.
Os dados resultam do sistema Edifícios em Comercialização, desenvolvido pela Confidencial Imobiliário, que acompanha os principais empreendimentos residenciais em comercialização em Portugal. Esta base cobre edifícios com um mínimo de 10 fogos, promovidos por operadores institucionais e colocados no mercado por canais digitais próprios ou através de mediadores.
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