Novos contratos de crédito à habitação interrompem ciclo de descida dos juros
Apesar da descida da taxa média, juros sobem nos contratos celebrados nos últimos três meses.
A taxa de juro no crédito à habitação voltou a cair em novembro, fixando-se em 3,133%, uma descida de 4,7 pontos base face a outubro. No entanto, nos novos contratos a tendência foi inversa, com a taxa a subir pela primeira vez desde abril, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o INE, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu para 2,853%, a primeira subida desde abril de 2025.
No conjunto total dos contratos de crédito à habitação, e considerando o destino de financiamento mais relevante, a aquisição de habitação, a taxa de juro implícita recuou para 3,133%, menos 4,6 pontos base do que no mês anterior. undefined
Já a prestação média mensal, considerando a totalidade dos contratos, manteve-se nos 394 euros, o mesmo valor registado em outubro. Ainda assim, representa uma redução de 9 euros face a novembro de 2024. O INE adianta que, em novembro, a componente dos juros correspondeu a 49% da prestação média.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou dois euros, fixando-se em 668 euros, o que representa uma subida de 5,7% face ao mesmo mês do ano anterior.
Quanto ao capital médio em dívida, o INE indica que, em novembro, registou uma subida de 490 euros face ao mês anterior, atingindo os 74.670 euros no conjunto da totalidade dos contratos de crédito à habitação.
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