Mafra abre candidaturas para 155 casas com renda apoiada e reduzida
As habitações variam entre tipologias T1 a T3.
A Câmara de Mafra abriu, esta segunda-feira, candidaturas para atribuir 155 habitações, 105 das quais em regime de arrendamento apoiado e 50 em regime de renda reduzida, para habitação permanente. Os fogos, com tipologias T1 a T3, estão localizados na Encarnação, Ericeira, Malveira e Venda do Pinheiro e as candidaturas decorrem até ao dia 30 de janeiro de 2026.
As condições para as candidaturas devem ser consultadas em www.cm-mafra.pt/p/habitacao.
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O município de Mafra, no distrito de Lisboa, está a investir 42,2 milhões de euros (ME) na construção ou reabilitação de habitação para aumentar em quase três centenas a oferta de fogos, estando todos em execução.
Os vários investimentos, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, visam “aumentar a oferta de habitação social, incluindo a resposta a outras necessidades, como a falta de infraestruturas básicas e de equipamento, habitações insalubres, inseguras e precárias, sobrelotação ou inadequação da habitação às necessidades especiais dos residentes”, indicou a autarquia.
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A Câmara de Mafra reviu em 2024 a sua Estratégia Local de Habitação e aumentou o investimento para 61,7 ME para fazer face à subida dos preços no mercado imobiliário.
O plano visa apoiar 390 famílias, criando um igual número de fogos de habitação social.
Segundo o documento, os serviços de Ação Social da autarquia contabilizaram 285 pedidos de habitação elegíveis no acesso ao apoio do programa nacional 1.º Direito.
Das 285 famílias, 167 vivem em situação de precariedade (entre elas 19 casos por violência doméstica e 56 sem casa ou de pessoas sem-abrigo), 80 residem em habitações em situação de insalubridade e insegurança, 19 em situação de inadequação e outras 19 em situação de sobrelotação.
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Tendo em conta o défice de habitação pública e o aumento das rendas e do valor de aquisição das casas no concelho, os desafios passam por reabilitar a habitação municipal, aumentar a habitação pública, reforçar o programa de apoio ao arrendamento e reabilitar espaços públicos, incentivando por essa via a reabilitação do edificado.
Entre 2011 e 2021, a população do concelho de Mafra cresceu de 76.500 para 86.551 habitantes, segundo os Censos, sendo que 20% a 25% são jovens.
De acordo com a autarquia, o dinamismo do mercado imobiliário em Mafra foi também induzido pela dificuldade de Lisboa em dar resposta à procura de habitação, pela escassez de oferta nos territórios mais próximos da capital e pela redução do custo dos transportes.
Fonte: Lusa / Redação
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