Lisboa, Cascais e Quinta do Lago entre os destinos mais procurados por milionários
Dubai, Nova Iorque e Singapura lideram o "ranking" global da riqueza
Lisboa, Cascais e Quinta do Lago destacam-se entre os destinos mais procurados pelos mais ricos do mundo. Segundo o Savills HNWI Hotspot Index 2025, que analisa os locais mais procurados pelos indivíduos com elevado património líquido (HNWI — High Net Worth Individuals), as três localizações portuguesas estão entre as 50 mais atrativas do mundo: Lisboa surge em 26.º lugar, Cascais em 33.º e a Quinta do Lago em 43.º.
O relatório, elaborado pela consultora internacional Savills, coloca Dubai, Nova Iorque e Singapura no topo do ranking, mas confirma que Portugal consolida a sua posição como destino de excelência, valorizado pela qualidade de vida, segurança, estabilidade e oportunidades económicas.
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Nos últimos anos, o interesse internacional por Portugal tem vindo a crescer de forma consistente. O país atrai cada vez mais compradores americanos e brasileiros, que encontram aqui o equilíbrio ideal entre estilo de vida, história, cultura e rentabilidade do investimento imobiliário.
“A presença de Lisboa no top 30 confirma o reconhecimento internacional da cidade enquanto destino de excelência. Lisboa alia história, inovação e uma qualidade de vida rara entre as grandes capitais”, sublinha Rita Bueri, Head of Residential da Savills Lisboa.
A responsável destaca ainda que a capital portuguesa é hoje um ponto de encontro global para quem procura viver, investir e crescer num ambiente seguro e inspirador.
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O Savills HNWI Hotspot Index analisou cerca de uma centena de destinos com base em cinco critérios principais: o ambiente de negócios e a concentração de riqueza, a infraestrutura familiar e os custos associados, o planeamento sucessório (ou seja, a forma como cada país facilita a organização e transmissão do património entre gerações), o estilo de vida e a privacidade.
Os resultados revelam uma transformação nos padrões de migração da riqueza, com uma maior dispersão geográfica e uma valorização crescente do bem-estar e do tempo em família.
Na Europa, o Mónaco (6.º), Londres (10.º) e Genebra (11.º) continuam a liderar, mas há cidades em ascensão, como Roma (19.º), Milão (23.º) e Lisboa (26.º), destinos que conjugam regimes fiscais favoráveis com uma elevada qualidade de vida.
Na Ásia-Pacífico, Pequim, Xangai, Banguecoque e Tóquio estão no top 30, impulsionadas pela conectividade e concentração económica. Já na América do Norte, Nova Iorque, Los Angeles, Miami e São Francisco continuam a dominar, embora os HNWI procurem cada vez mais zonas costeiras e de resort, como The Hamptons, Malibu ou Palm Beach, mantendo-se perto das grandes metrópoles.
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Segundo o relatório, o estilo de vida tornou-se o fator mais determinante na escolha de um destino. Acesso a boas escolas, retalho de luxo, gastronomia, cultura e cuidados de saúde de qualidade são hoje tão importantes como a rentabilidade do investimento.
Londres lidera este indicador, destacando-se pela sua oferta excecional em retalho, hotelaria e cultura. Já o Dubai continua a atrair famílias pela abundância de escolas internacionais, enquanto Singapura e Abu Dhabi se evidenciam pela competitividade económica e forte conectividade global.
Kelcie Sellers, Associate Director da Savills World Research, explica esta mudança de paradigma:
“Os proprietários estão a manter os seus ativos durante mais tempo, com maior enfoque no estilo de vida e não em resultados rápidos”. E acrescenta: “Trata-se de uma mudança de paradigma semelhante à expansão das viagens aéreas nas décadas de 1960 e 1970, mas hoje impulsionada pelo mundo digital, e não pela acessibilidade económica.”
A especialista acrescenta ainda que, em zonas de resort, a proximidade ao mar, a privacidade e o espaço são cada vez mais valorizados. Outro dado curioso destaca-se no relatório: a riqueza já não se concentra apenas em centros urbanos. Destinos de montanha ou campo, como Aspen (9.º), Zermatt (15.º), a Toscânia (22.º) ou Jackson (28.º), estão a ganhar terreno. São vistos não apenas como refúgios de lazer, mas também como bases permanentes, favorecendo um estilo de vida mais equilibrado e sustentável.
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