Lisboa abre novo concurso para 135 habitações com renda acessível

A autarquia aprovou uma auditoria externa aos sorteios de casas municipais.

Lisboa abre novo concurso para 135 habitações municipais com renda acessível
Lisboa abre novo concurso para 135 habitações municipais com renda acessível

A Câmara de Lisboa abriu esta terça-feira as candidaturas para o sorteio de 135 habitações municipais com renda acessível, num investimento municipal de 37,1 milhões de euros, divulgou a autarquia presidida por Carlos Moedas (PSD).

As candidaturas ao designado Programa Renda Acessível (PRA) vão decorrer até às 17:00 do dia 31 de julho, segundo refere a Câmara de Lisboa, em comunicado.

“A bolsa é composta maioritariamente por habitações localizadas na freguesia de Marvila, em edifícios cuja construção teve início no atual mandato, num investimento municipal no valor de 37,1 milhões de euros que a autarquia candidatou ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, descreve a nota.

A autarquia explica que o Programa Renda Acessível se destina a pessoas ou agregados familiares que “procuram casa em Lisboa e não têm capacidade para aceder aos valores pedidos pelo mercado privado de arrendamento”.

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À semelhança de outros programas, as candidaturas vão decorrer ‘online’, através da plataforma Habitar Lisboa, na qual é possível consultar as características, plantas, localização e fotografias das habitações a concurso. Os imóveis, com tipologias de T0 a T4, localizam-se sobretudo em Marvila (132), mas também em Arroios (2) e Santa Maria Maior (1).

A atribuição destas habitações, em regime de arrendamento, é realizada após a validação dos requisitos de acesso dos candidatos sorteados com habitação.

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O 29.º Concurso do Programa Renda Acessível teve de ser anulado e repetido depois de o sorteio ter sido realizado inadvertidamente “por razões técnicas” a 17 de junho, um dia antes da data prevista.

Em causa estava a atribuição de 133 habitações, sorteadas entre 7.362 candidaturas.

A decisão da autarquia gerou indignação entre os candidatos que chegaram a ser notificados como sorteados e que ponderam avançar com uma ação judicial contra a autarquia.

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O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), alegou que “houve um erro humano” por parte de um dos trabalhadores municipais que, “sem querer e num dia em que já estava com algum cansaço, carregou num botão que, depois, espoletou algo que não era legal, porque o concurso tem de ser feito publicamente”.

A este propósito, a vereadora da Habitação, Filipa Roseta (PSD), determinou a abertura de um inquérito interno além de lançar um procedimento público para contratar uma entidade externa que certifique os sorteios de atribuição de casas.

Já a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma proposta do PS para “uma auditoria externa e independente” ao processo do 29.º concurso do Programa Renda Acessível.

O novo sorteio realizou-se a 27 de junho envolvendo o mesmo universo de candidatos do sorteio anulado.

 Fonte: Lusa/ Redação

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