Investimento imobiliário cresce mais de 50% em 2024

Centros comerciais, supermercados e hotéis estiveram no topo das preferências dos investidores.

Investimento imobiliário cresceu mais de 50% em 2024
Investimento imobiliário cresceu mais de 50% em 2024

O volume de investimento imobiliário em Portugal atingiu cerca de 2.387 milhões euros em 2024, o que representa um crescimento de 51% em relação ao ano anterior, segundo a mais recente análise da Savills. Depois de um 2023 desafiante, este desempenho reflete a recuperação do setor e o restabelecimento da confiança dos investidores na competitividade do mercado nacional.

O investimento estrangeiro representou 81% do total, destacando-se França, Espanha e África do Sul como os países com maior volume. Os Fundos de Investimento e Gestão de Ativos Imobiliários foram responsáveis por 62% do volume total de investimento em todos os segmentos imobiliários.

De acordo com a consultora, as prime yields mantiveram-se estáveis ao longo de 2024, com o segmento de escritórios a apresentar uma yield de 4,75% e os centros comerciais a registar 6,25%. Por seu lado, os retail parks mantiveram este indicador nos 7% enquanto os supermercados e o segmento logístico permaneceram estáveis nos 5,50%.

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O grande destaque de 2024 foi o segmento de Retalho que congregou um total de investimento de €1.166 milhões, ou seja, um expressivo aumento de 104% face ao ano anterior. O subsegmento de Centros Comerciais alcançou 20% do total de investimento e, logo de seguida, os supermercados, que se têm revelado uma classe de ativos muito interessante, reuniram cerca de 19% do volume de investimento.

O setor da Hospitality manteve a segunda posição, com uma quota de mercado de 20%, apresentando, contudo, uma retração de 15% face a 2023. Apesar do recuo, continua a ser um segmento estratégico devido à importância de Portugal como destino turístico a nível mundial.

A Savills destaca ainda a importância crescente do segmento de Living, que com um aumento exponencial de 114% face ao ano anterior, totalizou cerca de €274 milhões de investimento. Este incremento deveu-se à procura por ativos para criação de residências para estudantes (PBSA - Purpose-Built Student Accommodation) e Senior Living.

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Após um dos piores desempenhos de sempre em 2023, o mercado de escritórios voltou a destacar-se em 2024 como uma classe de ativos atrativa, especialmente para investidores com perfil core e core plus”, avança o relatório.

O valor investido chegou aos €310 milhões, uma subida de 94% face ao período homólogo. Por um lado, a descida das taxas de juro foi determinante para renovar a confiança no mercado, enquanto o regresso massivo ao trabalho presencial reiterou a importância destes espaços na promoção da cultura organizacional.

O segmento industrial e logístico continua a crescer em investimento, com um aumento homólogo significativo de 83%, embora os volumes ainda não sejam comparáveis a outras classes de ativos.

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Em dezembro, 57% da prestação média dos contratos antigos foi para o pagamento de juro. Isso significa que uma parte considerável do orçamento familiar alocado ao crédito é consumida por juros, o que pode limitar a capacidade de poupança ou de investimento. Apesar do valor elevado, o peso dos juros correspondia, em dezembro de 2023, a 61% da prestação média do crédito à habitação, enquanto essa proporção era de 33%, em 2022.

As descidas recentes nas taxas de juro são boas notícias, mas o aumento do capital em dívida e a pressão dos juros nas prestações continuam a desafiar os orçamentos familiares.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

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