Investimento estrangeiro desacelera, mas imobiliário mantém peso
No 3.º trimestre, o IDE totalizou 4,8 mil milhões de euros.
O investimento direto estrangeiro em Portugal somou 4.800 milhões de euros no terceiro trimestre, sobretudo devido ao investimento no capital de entidades portuguesas, ascendendo o ‘stock’ de investimento total a 69% do PIB, divulgou esta quarta-feira o Banco de Portugal (BdP).
De acordo com BdP, os 4.800 milhões de euros de transações de investimento direto do exterior (IDE) no terceiro trimestre comparam com 5.400 milhões no período homólogo, ou seja, diminuiu 11,1%.
Do total, 3.400 milhões de euros corresponderam a investimento no capital de entidades portuguesas, incluindo 1.018,07 M€ de investimento imobiliário, acima dos 912,39 M€ do 2.º trimestre e dos 962,02 M€ registados no período homólogo de 2024. O investimento imobiliário representou cerca de 21% do total de IDE captado no trimestre.
Os países europeus foram os que mais investiram em Portugal neste período, com destaque para o investimento proveniente de Espanha (1.400 milhões de euros), do Luxemburgo (800 milhões de euros), de França e do Reino Unido (400 milhões de euros cada).
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Em sentido inverso, as transações de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizaram 2.100 milhões de euros no terceiro trimestre, contra 2.900 milhões de euros no período homólogo, uma quebra de 27,6%.
Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus, principalmente nos Países Baixos (700 milhões de euros) e em Espanha (700 milhões de euros).
No final de setembro, o ‘stock’ de investimento direto estrangeiro em Portugal era de 208.100 milhões de euros, enquanto o ‘stock’ de investimento direto de Portugal no exterior totalizava 78.400 milhões de euros.
Estes montantes representavam, respetivamente, 69% e 26% do Produto Interno Bruto (PIB).
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Segundo o BdP, desde 2008 que ambos os ‘stocks’ têm aumentado, embora a ritmos diferentes: o IDE mais do que duplicou entre o final de 2008 e o terceiro trimestre de 2025, enquanto o IPE cresceu 50%.
Quando medidos em percentagem do PIB, o peso do IDE aumentou 23 pontos percentuais, mas o peso do IPE recuou três pontos.
No que respeita aos rendimentos de investimento direto, no terceiro trimestre os rendimentos de IDE pagos a não residentes foram de 3.800 milhões de euros, em linha com os registados no período homólogo.
Já os rendimentos de IPE recebidos de não residentes totalizaram 1.800 milhões de euros, menos 100 milhões de euros do que no período homólogo.
Fonte: Lusa/ Redação
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