280 novos fogos na Central do Freixo com investimento de 200ME
Novo projeto vai nascer nas margens do Douro.
Na antiga Central Termoelétrica do Freixo, no Porto, vão nascer até 280 novos fogos nos próximos 10 anos, num investimento imobiliário que ronda os 200 milhões de euros, foi esta quarta-feira anunciado.
O projeto, que é promovido pelo fundo de investimento europeu Ginkgo Advisor e pela empresa de promoção imobiliária Emerge (do universo da Mota-Engil), vai fazer nascer naqueles terrenos industriais habitação individual e coletiva, mas também serviços, jardins, praças e novos arruamentos e acessos inseridos no Plano de Urbanização de Campanhã.
Na apresentação do futuro “Central Freixo”, que decorreu no Hotel Pestana Palácio do Freixo, o presidente executivo da Emerge, Vítor Pinho, reconheceu que a zona oriental da cidade está a ser cada vez mais alvo de investimento.
“Quem conhece o Porto e o mercado imobiliário, sabe que estamos aqui numa zona com bastante potencial de valorização”, afirmou, apontando a chegada do TGV à freguesia de Campanhã como um dos principais fatores.
O terreno, que até 2019 pertencia à EDP e que está inutilizado há vários anos, tem 56 mil metros quadrados e estende-se entre a Rua do Freixo e a Avenida de Paiva Couceiro, na marginal do rio Douro.
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O projeto é assinado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura que descreveu o terreno como “carne do lombo”. O segundo prémio Pritzker português relembrou que junto às margens do rio “não há mais terreno” onde se possa construir.
“Até ao Freixo não encontramos mais terrenos e depois do Freixo já não é Porto. Este é o último reduto do Porto fluvial”, afirmou.
De momento estão em curso as obras de urbanização, fase em que estão a ser construídos os novos acessos ao terreno, mas a construção dos vários edifícios vai estar dividida em cinco fases.
A apresentação de ontem incidiu apenas na primeira fase, que começará no final de 2025 e terá uma duração de dois anos e onde serão erguidos 66 novos apartamentos e 10 moradias.
A construção dos edifícios será feita uma fase de cada vez e a construção da fase seguinte estará sempre dependente da comercialização da fase anterior. Por isso mesmo, o número de fogos a ser construído não está ainda fechado, sendo 280 o número máximo previsto.
A conclusão das cinco fases demorará cerca de 10 anos.
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Sobre preços a que estas novas casas serão vendidas, os vários intervenientes dizem ser ainda muito cedo para fazer estimativas. “Mas não vai ser habitação acessível para a classe média”, pelo menos nesta primeira fase de construção, garante à Lusa o presidente executivo da Mais Urbano, Francisco Rocha Antunes, que é gestora de desenvolvimento do projeto.
Durante a apresentação, Francisco sublinhou ser importante que o Porto Oriental deixe de ser “a zona que ficou para trás” e que comece a ser desenvolvida como o resto da cidade. “É muito importante que as cidades sejam equilibradas”, considerou.
Das estruturas que restam da antiga Central Termoelétrica do Freixo vão ser conservados dois edifícios.
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