Impresa negoceia venda da sede a fundo do BPI

A proprietária da SIC e do Expresso anunciou estar em “avançada fase de negociações”.

Impresa avalia a possibilidade de vender edifício do grupo em Paço de Arcos
Impresa avalia a possibilidade de vender edifício do grupo em Paço de Arcos

A Impresa, dona da SIC, disse esta sexta-feira estar em “avançada fase de negociações” com a BPI Gestão de ativos para a venda da sua sede, em Paço de Arcos, por 37 milhões de euros, foi comunicado ao mercado.

“A Impresa encontra-se em avançada fase de negociações com a BPI Gestão de Ativos – Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A., em representação do fundo BPI Imofomento – Fundo de Investimento Imobiliário Aberto para a venda do prédio que serve de sua sede social, bem imóvel detido pela sua subsidiária Impresa Office & Service Share […] que passará, após a venda, a tomar de arrendamento”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O fundo quer comprar o edifício por 37 milhões de euros, valor que será dividido em duas tranches – a primeira de 25 milhões de euros, a ser paga no momento da compra, e a segunda de 12 milhões de euros, a pagar 48 meses após a data da venda.

A conclusão desta operação deverá ocorrer na primeira quinzena de julho.

“A concretizar-se, esta transação implicará a amortização antecipada de um financiamento que na presente data ascende a, aproximadamente, 14.900.000 euros e cujo cumprimento está garantido por garantia real constituída sobre o referido imóvel”, explicou.

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Em março, o CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, já anunciara estar a ser equacionada a venda da sede do grupo em Paço de Arcos, com o objetivo de reduzir o elevado endividamento bancário, que no final de 2024 ascendia a 130,9 milhões de euros - mais 13,3% do que no ano anterior.

A operação envolveria um contrato de venda com arrendamento subsequente, permitindo à empresa manter-se no edifício. A venda poderia ainda abrir margem para otimizar o espaço e gerar receitas adicionais através de subarrendamento.

Esta estratégia insere-se num plano mais amplo de corte de custos, que prevê uma poupança de 16 milhões de euros até 2028. Em 2024, a Impresa registou prejuízos de 66,2 milhões de euros, em contraste com os 2 milhões negativos de 2023, devido a imparidades e provisões.

 Fonte: Lusa / Redação

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