Governo assina os primeiros 83 protocolos com municípios para construção de habitação

A assinatura de termos de responsabilidade com as autarquias visa desbloquear verbas do PRR.

Governo assina os primeiros 83 protocolos com municípios para construção de habitação
Governo assina os primeiros 83 protocolos com municípios para construção de habitação

O ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, assinam, entre esta terça e quarta-feira, 83 termos de responsabilidade com vários municípios para a reabilitação e construção de habitação acessível.

Até 20 de junho, noticia o Público, serão assinados protocolos com todos as autarquias cujos projetos de construção aguardam aprovação pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). Em causa está reabilitação e construção de 2871 fogos, no valor de 328 milhões de euros, em 83 concelhos, cinco no Algarve, 14 no Centro, 24 no Alentejo e 40 no Norte.

De acordo com Miguel Pinto Luz, em declarações ao jornal, esta foi “a solução encontrada” pelo executivo, e acordada com os municípios e com Bruxelas, para desbloquear as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “O risco era Portugal perder parte das verbas do PRR” para habitação, explicou o ministro, dado que as habitações devem estar concluídas até junho de 2026. O objetivo é que o Estado construa até esta data 26.000 fogos.

No total, o PRR prevê um investimento de 1,8 mil milhões de euros em habitação. Com este termo de responsabilidade, as câmaras podem concretizar e lançar os concursos, enquanto o IHRU vai fiscalizando os projetos simultaneamente.   undefined

A falta de habitação no país levou a que o volume de candidaturas dos municípios ao PRR fosse tão grande que o IHRU não teve meios para dar resposta atempada, o que provocou atrasos nos processos. O ministro descarta responsabilidades por parte do instituto.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) começou por rejeitar esta solução, mas acabou por chegar a acordo com o Governo e concordou com a assinatura dos protocolos. Em declarações à Lusa, a presidente da ANMP, Luísa Salgueiro, salientou que a ANMP “não se opõe” ao texto do termo de responsabilidade proposto pelo Governo, mas alertou para as regras e obrigações associadas a quem o venha a assinar, remetendo para os autarcas a avaliação das condições de cada candidatura.

A solução encontrada para aplicar todas as verbas do PRR para habitação faz parte do programa Construir Portugal, aprovado em Conselho de Ministros a 27 de maio. O decreto que cria estes termos de responsabilidade foi publicado em Diário da República na última sexta-feira.

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