Governo anuncia megaprojeto urbano com 25 mil casas e duas novas travessias
Parque Cidades do Tejo tem uma área de intervenção 55 vezes maior do a Expo.
O Governo apresentou esta sexta-feira um megaprojeto de regeneração urbana que pretende transformar a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e unir as margens do Tejo. O Parque Cidades do Tejo, com uma área de intervenção de 4.500 hectares, prevê a construção de 25 mil casas e a criação de 200 mil postos de trabalho. Além disso, inclui a construção de duas novas travessias sobre o Tejo e um reforço significativo nas infraestruturas de transportes públicos.
Apresentado aos presidentes dos 18 municípios da AML e ao autarca de Benavente, este projeto pretende requalificar territórios, fomentar cidades em rede e impulsionar a economia circular. Com uma área equivalente a 55 vezes a Expo 98, o Parque Cidades do Tejo será desenvolvido em quatro grandes eixos com uma coordenação centralizada:
- Arco Ribeirinho Sul (Almada, Seixal e Barreiro): 519 hectares para habitação e emprego, incluindo 28 mil novas habitações e 94 mil empregos.
- Ocean Campus (Oeiras e Lisboa): 90 hectares destinados a um parque urbano, um espaço para grandes eventos e um cluster de inovação.
- Aeroporto Humberto Delgado (Lisboa e Loures): 400 hectares com a construção de 9.800 novas habitações.
- Cidade Aeroportuária (Benavente e Montijo): Mais de 3.000 hectares para um novo polo aeroportuário e industrial.
Além das áreas habitacionais e de trabalho, o projeto prevê espaços de lazer, investigação e cultura, como a Ópera Tejo e um centro de congressos internacional. undefined
Ao nível de infraestruturas, estão previstas duas novas travessias do Tejo: a Terceira Travessia do Tejo (TTT) e o túnel Algés-Trafaria; um aeroporto único de cariz expansível, com capacidade para mais de 100 milhões de passageiros e investimento na ferrovia de alta velocidade. Estima-se que estes investimentos criem mais de 200 mil postos de trabalho.
O projeto apresentado prevê ainda a expansão das redes de transportes públicos: do Metropolitano de Lisboa, do Metro Sul do Tejo e da Transtejo/Soflusa, tal como a criação do LIOS-Linha Intermodal Sustentável (Oeiras – Lisboa – Loures) e do SATUO (Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras), que ligará o município de Oeiras (Paço de Arcos) ao de Sintra (Massamá).
O objetivo é aumentar a quota de transporte público de 24% para 35%, promovendo uma mobilidade mais sustentável.
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Para gerir esta transformação urbana, será criada a Sociedade Parque Cidades do Tejo, uma empresa detida a 100% pelo Estado, com uma dotação inicial de 26,5 milhões de euros. A gestão será partilhada entre o Governo central e os municípios envolvidos.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, destacou que este projeto visa "coser" as duas margens do Tejo, criando uma grande metrópole integrada. O investimento em infraestruturas viárias e ferroviárias, bem como a construção do novo Aeroporto Luís Camões, são considerados fundamentais para o sucesso do projeto.
A iniciativa agora apresentada marca o início de um debate com os municípios, prevendo-se que os próximos meses sejam cruciais para definir o futuro desta grande transformação urbana na AML.
Fonte: Lusa/ Redação
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