Fogão a gás ou placa elétrica? Prós e contras de cada opção
Saiba qual é o melhor para as suas necessidades.
Escolher entre um fogão a gás e uma placa elétrica (vitrocerâmica, indução ou convencional) pode parecer simples… até se estar diante das opções numa loja. Cada sistema tem as suas vantagens e desvantagens, tanto ao nível do consumo como da eficiência, segurança e facilidade de limpeza.
Neste artigo, ajudamos a esclarecer as diferenças e a perceber qual se adapta melhor ao seu estilo de vida.
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Clássico, versátil e ainda muito usado em Portugal, sobretudo em casas mais antigas ou em zonas onde o fornecimento de eletricidade é instável ou mais caro.
Vantagens:
- Controlo imediato da temperatura: o calor pode ser ajustado de forma instantânea.
- Mais económico a longo prazo (sobretudo com gás natural).
- Compatível com qualquer tipo de panela ou tacho.
- Continua a funcionar em caso de falha de eletricidade.
Desvantagens:
- Maior risco de segurança (fugas de gás, chama aberta).
- Mais difícil de limpar, sobretudo com grelhas e bocas queimadas.
- Menor eficiência energética: perde-se muito calor em redor da chama.
- Menos estético em cozinhas modernas (embora existam modelos de embutir).
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Tem um visual elegante e moderno, com superfícies lisas de vidro temperado.
Como funciona:
A vitrocerâmica aquece através de uma resistência elétrica colocada sob o vidro. Quando liga uma zona, a resistência aquece o vidro, que transmite calor para o fundo do tacho. A superfície aquece e mantém-se quente algum tempo após o uso.
Vantagens:
- Design minimalista, fácil de integrar em cozinhas modernas.
- Superfície plana e fácil de limpar.
- Mais segura do que o gás (não há chama aberta).
- Compatível com qualquer panela, embora o ideal seja que tenham fundo plano e resistente ao calor.
Desvantagens:
- Menor eficiência energética do que a indução: perde-se calor para o ambiente.
- Mais lenta a aquecer e a arrefecer.
- Consome mais energia elétrica.
- A superfície fica quente durante e após o uso, podendo representar risco de queimadura.
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Tecnologia mais recente e a mais eficiente energeticamente. Utiliza campos eletromagnéticos que aquecem diretamente o fundo do tacho.
Como funciona:
Em vez de uma resistência, a indução usa bobinas magnéticas que geram um campo eletromagnético que gera calor diretamente na panela, sem aquecer (ou quase) a placa em si.
Vantagens:
- Aquece muito mais rápido do que qualquer outra opção.
- Maior eficiência energética: o é gerado diretamente no tacho.
- Extremamente segura: só aquece quando há panela adequada.
- Fácil de limpar e muito estética.
- Desliga automaticamente se não detetar panela adequada, evitando acidentes.
Desvantagens:
- Mais cara (tanto a compra da placa como a dos tachos).
- Exige tachos próprios (ferromagnéticos).
- Não funciona em caso de falha elétrica.
- Alguns ruídos ao funcionar (zumbidos com certos tachos).
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A escolha depende, naturalmente, das suas prioridades, mas também do tipo de energia disponível em casa, da frequência de uso e do seu orçamento. Substituir um fogão a gás por uma placa elétrica é a forma mais rápida de baixar emissões na cozinha, mas se é adepto de uma cozinha tradicional e mais económica, o equipamento a gás continua a ser uma boa escolha.
Se, por outro lado, prefere uma estética moderna e fácil manutenção, considere uma placa. Caso esteja a equacionar fazer a transição do gás para o elétrico, poderá ter de rever a sua potência contratada, uma vez que irá utilizar mais um equipamento elétrico.
Para quem prioriza segurança, eficiência e limpeza rápida a indução ganha pontos.
No caso de procurar algo intermédio em termos de preço e utilização, a vitrocerâmica pode ser a resposta: não é tão cara como as de indução e não implica mudar os tachos.
O novo programa E-Lar que vai ser lançado em setembro pode ajudar a tirar algumas dúvidas ou, pelo menos, a incentivar a substituição de aparelhos pouco eficientes. Acessível a todos os consumidores, independentemente da sua condição socioeconómica, apoiará especialmente a “substituição de fogões, fornos e esquentadores ineficientes ou a gás, por equipamentos elétricos de classe A ou superior”, segundo o ministério do Ambiente e Energia. Os equipamentos serão adquiridos com o desconto já incluído no preço final, através de acordos estabelecidos entre o Governo e os comerciantes de eletrodomésticos.
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