Fogão a gás ou placa elétrica? Prós e contras de cada opção

Saiba qual é o melhor para as suas necessidades.

Fogão
Fogão

Escolher entre um fogão a gás e uma placa elétrica (vitrocerâmica, indução ou convencional) pode parecer simples… até se estar diante das opções numa loja. Cada sistema tem as suas vantagens e desvantagens, tanto ao nível do consumo como da eficiência, segurança e facilidade de limpeza.

Neste artigo, ajudamos a esclarecer as diferenças e a perceber qual se adapta melhor ao seu estilo de vida.

 undefined

Clássico, versátil e ainda muito usado em Portugal, sobretudo em casas mais antigas ou em zonas onde o fornecimento de eletricidade é instável ou mais caro.

Vantagens:

  • Controlo imediato da temperatura: o calor pode ser ajustado de forma instantânea.
  • Mais económico a longo prazo (sobretudo com gás natural).
  • Compatível com qualquer tipo de panela ou tacho.
  • Continua a funcionar em caso de falha de eletricidade.

Desvantagens:

  • Maior risco de segurança (fugas de gás, chama aberta).
  • Mais difícil de limpar, sobretudo com grelhas e bocas queimadas.
  • Menor eficiência energética: perde-se muito calor em redor da chama.
  • Menos estético em cozinhas modernas (embora existam modelos de embutir).



[vc_single_image media="16028"][/vc_single_image]

 undefined

Tem um visual elegante e moderno, com superfícies lisas de vidro temperado.

Como funciona:
A vitrocerâmica aquece através de uma resistência elétrica colocada sob o vidro. Quando liga uma zona, a resistência aquece o vidro, que transmite calor para o fundo do tacho. A superfície aquece e mantém-se quente algum tempo após o uso.

Vantagens:

  • Design minimalista, fácil de integrar em cozinhas modernas.
  • Superfície plana e fácil de limpar.
  • Mais segura do que o gás (não há chama aberta).
  • Compatível com qualquer panela, embora o ideal seja que tenham fundo plano e resistente ao calor.

Desvantagens:

  • Menor eficiência energética do que a indução: perde-se calor para o ambiente.
  • Mais lenta a aquecer e a arrefecer.
  • Consome mais energia elétrica.
  • A superfície fica quente durante e após o uso, podendo representar risco de queimadura.



[vc_single_image media="16030"][/vc_single_image]

 undefined

Tecnologia mais recente e a mais eficiente energeticamente. Utiliza campos eletromagnéticos que aquecem diretamente o fundo do tacho.

Como funciona:
Em vez de uma resistência, a indução usa bobinas magnéticas que geram um campo eletromagnético que gera calor diretamente na panela, sem aquecer (ou quase) a placa em si.

Vantagens:

  • Aquece muito mais rápido do que qualquer outra opção.
  • Maior eficiência energética: o é gerado diretamente no tacho.
  • Extremamente segura: só aquece quando há panela adequada.
  • Fácil de limpar e muito estética.
  • Desliga automaticamente se não detetar panela adequada, evitando acidentes.

Desvantagens:

  • Mais cara (tanto a compra da placa como a dos tachos).
  • Exige tachos próprios (ferromagnéticos).
  • Não funciona em caso de falha elétrica.
  • Alguns ruídos ao funcionar (zumbidos com certos tachos).



[vc_single_image media="16032"][/vc_single_image]

 undefined

A escolha depende, naturalmente, das suas prioridades, mas também do tipo de energia disponível em casa, da frequência de uso e do seu orçamento. Substituir um fogão a gás por uma placa elétrica é a forma mais rápida de baixar emissões na cozinha, mas se é adepto de uma cozinha tradicional e mais económica, o equipamento a gás continua a ser uma boa escolha.

Se, por outro lado, prefere uma estética moderna e fácil manutenção, considere uma placa. Caso esteja a equacionar fazer a transição do gás para o elétrico, poderá ter de rever a sua potência contratada, uma vez que irá utilizar mais um equipamento elétrico.

Para quem prioriza segurança, eficiência e limpeza rápida a indução ganha pontos.
No caso de procurar algo intermédio em termos de preço e utilização, a vitrocerâmica pode ser a resposta: não é tão cara como as de indução e não implica mudar os tachos.

O novo programa E-Lar que vai ser lançado em setembro pode ajudar a tirar algumas dúvidas ou, pelo menos, a incentivar a substituição de aparelhos pouco eficientes. Acessível a todos os consumidores, independentemente da sua condição socioeconómica, apoiará especialmente a “substituição de fogões, fornos e esquentadores ineficientes ou a gás, por equipamentos elétricos de classe A ou superior”, segundo o ministério do Ambiente e Energia. Os equipamentos serão adquiridos com o desconto já incluído no preço final, através de acordos estabelecidos entre o Governo e os comerciantes de eletrodomésticos.

 [vc_miew_postsgrid_container list_style="regular_news_card" loopquery="size:3|post_type:post|categories:11"]