Escola a começar, carteira a apertar: dicas de poupança no regresso às aulas
Truques para gastar menos no novo ano letivo!
Setembro marca o regresso às aulas e, com ele, uma lista de despesas que pode ser desafiante para muitas famílias: manuais escolares, material, fardas, sapatilhas, atividades de tempos livres e até refeições. O encargo pode ascender a várias centenas de euros por criança, consoante o grau e modalidade de ensino. Por isso, todos os anos, milhares de famílias sonham com o milagre da multiplicação dos euros no arranque do ano letivo.
A boa notícia é que há várias formas de aliviar esta fatura. Com planeamento, organização e escolhas inteligentes, é possível reduzir custos sem comprometer a qualidade das escolhas. Aqui ficam algumas dicas de poupança no regresso às aulas.
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Reaproveitar é a palavra de ordem! Não só poupa dinheiro como combate o desperdício. Antes de comprar material escolar, veja o que ainda está em boas condições do ano anterior: mochilas, cadernos, dossiers, estojos, lápis e canetas.
Muitas vezes, bastam pequenos retoques como lavar, forrar ou personalizar para dar nova vida ao que já existe. Uma toalhita com álcool para limpar lápis e canetas deixam-nos como novos, uma lavagem na máquina e mochila e estojos voltam a brilhar.
Combine com os seus filhos um "dia da organização" em que juntos verificam o que pode ou não ser reaproveitado.
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O regresso às aulas faz gastar e ganhar muito dinheiro: grandes superfícies, papelarias e lojas online lançam campanhas muito agressivas nesta altura. Vale a pena pesquisar, comparar preços e até esperar alguns dias para aproveitar os melhores descontos.
Embora não seja tão prático, comprar coisas diferentes em lojas diferentes pode significar uma poupança notável. As papelarias da escola também podem ser uma ótima solução para a aquisição de algum material a preços muito acessíveis.
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O Programa MEGA (Manuais Escolares Gratuitos) garante livros escolares sem custos para todos os alunos da rede pública até ao 12.º ano. Além disso, escolas e associações de pais promovem trocas e doações de manuais.
Muitas autarquias oferecem as fichas de apoio/ livros de atividades aos alunos do seu município ou reembolsam a sua aquisição: informe-se sobre essa possibilidade. Os reembolsos podem demorar, mas são sempre uma ajuda no orçamento. Em alguns municípios, o apoio estende-se ao material escolar com a entrega de vales às famílias.
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Defina previamente um teto máximo de despesas e divida por categorias: material, fardas, roupas, atividades, refeições. Assim evita gastar mais do que o previsto.
Estabeleça um pequeno orçamento para os seus filhos escolherem parte do material. Um caderno bonito, um lápis divertido pode ajudar a estimular o estudo, mas também é importante que estejam atentos aos preços e aprendam a gerir dinheiro desde cedo.
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Nem sempre a poupança de alguns euros demonstra ser a melhor opção a longo prazo. Alguns itens justificam um maior investimento que acaba por compensar. Por exemplo uma boa mochila ergonómica, calçado resistente, casacos quentes e impermeáveis para o inverno garantem comodidade e durabilidade.
Aposte em modelos de melhor qualidade e com designs clássicos que “sobrevivam” à sazonalidade das modas. Já sabe que a mochila do super-herói é o máximo num ano e “para bebés” no ano seguinte…
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Para quem tem filhos em escolas com farda, o gasto pode ser significativo. Há, no entanto, estratégias para poupar:
- Trocas entre famílias: muitos agrupamentos e associações de pais organizam trocas de fardas em segunda mão.
- Compras em segunda mão: plataformas online e grupos locais são uma boa alternativa.
- Adaptação inteligente: peças básicas (camisas brancas, calças ou sapatos) podem ser compradas em lojas comuns, muitas vezes a preços mais acessíveis do que nas oficiais.
Para quem não usa farda, planear o guarda-roupa escolar com antecedência evita compras por impulso. Aposte em roupas confortáveis e resistentes, que possam ser usadas em diferentes ocasiões. Para as aulas de educação física, aproveite os saldos para comprar roupa desportiva a preços mais acessíveis.
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As atividades extracurriculares podem ser dispendiosas. Ginástica, música ou desporto não têm de pesar demasiado no orçamento. Informe-se sobre as atividades disponíveis perto de casa ou nos estabelecimentos de ensino da sua área. Muitas câmaras e juntas oferecem programas gratuitos ou comparticipados para jovens.
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Os lanches e refeições nas cantinas escolares são, por regra mais económicos do que as opções no comércio tradicional.
Prefira lanches caseiros a snacks embalados ou lanches comprados fora. É uma dupla poupança: ao preparar lanches caseiros - fruta, sandes, bolinhos pouco açucarados ou barras de cereais - poupa-se dinheiro e garante-se uma alimentação mais equilibrada. No fim-de-semana, pode preparar de antemão alguns lanches de fácil conservação e usar durante a semana.
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Nas compras em lote, alguns fornecedores oferecem descontos. Artigos como fardas escolares, resmas de papel, caixas de lápis ou tintas podem ser comprados em maiores quantidades e divididos entre pais. O preço por unidade desce consideravelmente. Organize-se com os colegas de turma, família e amigos e poupem em conjunto.
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Muitos alunos precisam de computadores, tablets, calculadoras. Se possível, planeie estas compras com antecedência, aproveitando saldos ou campanhas sazonais. Verifique sempre os apoios do Ministério da Educação, já que os alunos das escolas públicas têm direito a equipamentos cedidos pela escola.
Por outro lado, serviços digitais usados na escola (como armazenamento na nuvem ou software educativo) podem ter versões gratuitas ou pacotes familiares mais baratos do que pagos individualmente.
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O regresso às aulas pode custar centenas de euros por educando, mas há uma boa notícia: parte dessas despesas é dedutível no IRS.
De acordo com a Autoridade Tributária, “à coleta do IRS devido pelos sujeitos passivos é dedutível um montante correspondente a 30% do valor suportado a título de despesas de formação e educação, incluindo formação profissional, por qualquer membro do agregado familiar, com o limite global de 800€”.
Importa, pois, que tenha fatura de todas as despesas e que as valide no Portal das Finanças como “educação”.
O que conta como despesa de educação?
- Pagamentos a creches, jardins-de-infância, lactários, escolas e outros serviços de educação;
- Manuais e livros escolares;
- Refeições escolares fornecidas pelas cantinas ou refeitórios das escolas (desde que emitidas com NIF da entidade de alimentação escolar).
Segundo a AT, só são aceites as despesas de educação e formação prestadas por estabelecimentos de ensino integrados no sistema nacional de educação ou por entidades reconhecidas oficialmente. Para estas despesas são aceites faturas isentas de IVA ou com IVA reduzido a 6%, devidamente comunicadas à Autoridade Tributária. As restantes despesas podem ser deduzidas como “despesas gerais”.
Com organização, reutilização e escolhas inteligentes, o regresso às aulas pode ser bem mais leve para as carteiras das famílias portuguesas. Reaproveitar, trocar e planear são as ideias-chave para transformar este desafio numa oportunidade de ensinar aos seus filhos dicas sobre poupança, sustentabilidade e consumo responsável.
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