O que avaliar numa proposta de crédito à habitação?

Entre taxas de juro, spreads e prazos de empréstimo, saiba como escolher o crédito à habitação mais adequado para si.

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Para comprar casa, saiba o que avaliar numa proposta de crédito habitação

Pedir um crédito à habitação é o momento em que a ponderação deve imperar para não darmos passos além das nossas capacidades. Para muitos, comprar casa e contratar um crédito à habitação é mesmo assumir um compromisso para a vida, portanto, devemos reunir o máximo de informação, comparar propostas, estudar o mercado e encontrar a solução de crédito que melhor se adequa ao nosso perfil. O que devemos, então, avaliar nas propostas de crédito à habitação?   undefined

Seja por falta de tempo para pesquisar diferentes propostas ou por falta de conhecimento técnico para as avaliar, uma solução possível é recorrer a um intermediário de crédito. Em suma, este profissional faz a mediação no processo de concessão de crédito, comparando propostas no mercado em busca da melhor oferta para o seu cliente.

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A melhor forma de comparar propostas de créditos de diferentes entidades, é através da FINE. O que é? A Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) descreve em detalhe as características do empréstimo, prazos e obrigações. As instituições financeiras são obrigadas a entregar este documento sempre que fazem uma simulação e também quando aprovam um crédito. Assim, com base na informação prestada, compare as diferentes propostas.   undefined

Há três tipos distintos de empréstimos para aquisição de habitação:

  • Empréstimos com Taxa de Juro Variável Nos contratos de crédito à habitação com taxa de juro variável esta resulta da soma do indexante (a taxa de juro de referência, normalmente a Euribor) e do spread (margem de lucro comercial definida livremente pela instituição de crédito). Logo, neste tipo de empréstimo, a prestação aumenta ou diminui consoante a variação da taxa de juro.
  • Empréstimos com Taxa de Juro Fixa Nos empréstimos contraídos a taxa de juro fixa, a taxa é sempre a mesma, logo a prestação não se altera durante o prazo do contrato. Assim, no início do contrato, esta taxa é normalmente superior à de um empréstimo com taxa variável. A taxa é definida livremente pela instituição de crédito.
  • Empréstimos com Taxa de Juro Mista Nestes empréstimos, as partes acordam que o contrato de crédito tem um período em que a taxa é fixa, seguido de um período em que a taxa é variável, indexada à Euribor.



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Além das taxas de juro, durante a vigência do contrato, há outras despesas a suportar, como as comissões e outros encargos. A entidade que concede o crédito tem de informar o cliente, de forma clara e transparente, sobre os custos totais do empréstimo, o que inclui:

  • A taxa de juro anual nominal (TAN) representa o custo associado aos juros do empréstimo;
  • A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) representa o custo total do crédito, englobando a TAN e outros encargos cobrados por quem concede o crédito. É expressa em percentagem anual do montante total do crédito. Assim, sendo a medida do custo total do empréstimo, a TAEG deve ser utilizada para comparar diferentes propostas com o mesmo prazo e modalidade de reembolso;
  • O prazo do empréstimo contratado deve ser avaliado, uma vez que, ao optar por um prazo de empréstimo mais longo, terá certamente uma prestação mensal mais baixa. Contudo, no final do contrato, terá pago mais juros e outros encargos do que se decidir por um prazo mais curto;
  • O Montante total imputado ao consumidor (MTIC) corresponde ao valor global pago pelo empréstimo, isto é, é a soma do montante do empréstimo e dos respetivos custos incluindo juros, comissões, impostos, seguros e outros encargos.



Caso pretenda calcular a sua prestação mensal e o custo total do crédito, utilize o

Simulador do Banco de Portugal

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