Comprar casa ficou ainda mais caro: preços disparam 17% no 2.º trimestre
O valor das transações já ultrapassa os 10 mil milhões de euros.
Os preços da habitação em Portugal continuaram a subir de forma expressiva no 2.º trimestre de 2025. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação (IPHab) registou uma variação homóloga de 17,2, uma aceleração 0,9 pontos percentuais acima do trimestre anterior.
Detalhando os números, são as habitações existentes que alavancam a subida: os seus preços aumentaram 18,3%, enquanto as habitações novas cresceram 14,5% face ao mesmo período do ano passado. Entre o 1.º e o 2.º trimestre de 2025, o índice geral cresceu 4,7%, com as habitações existentes a avançarem 5,1% e as novas 3,8%. Estes números confirmam a tendência de aceleração dos preços em todas as categorias, com a taxa média anual do IPHab a atingir 13,8%, um novo máximo histórico da série.
Mas não são apenas os preços que estão em alta. O número de transações também disparou: foram registadas 42 889 vendas de habitação, o que representa um crescimento homólogo de 15,5% e um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior. O valor total destas transações atingiu 10,3 mil milhões de euros, mais 30,4% do que no mesmo período de 2024.
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O setor institucional das Famílias, que inclui a generalidade dos compradores particulares, adquiriu 37 699 habitações, representando 87,9% do total das transações, um volume de 8,9 mil milhões de euros. Por outro lado, os compradores com domicílio fiscal fora de Portugal reduziram as suas aquisições para 2 107 alojamentos, correspondendo a apenas 4,9% do total, mantendo a tendência de queda observada nos últimos quatro trimestres.
Regionalmente, o Norte lidera em número de vendas, com 12 955 transações, seguido da Grande Lisboa, com 8 189 vendas, e da Península de Setúbal, com 4 096 habitações transacionadas. Em termos de valor, a Grande Lisboa continua a superar os 3 mil milhões de euros em transações, mas o Norte, Península de Setúbal e Centro destacam-se por registarem crescimentos acima da média nacional, tanto no número como no valor das vendas. Já a Região Autónoma da Madeira evidenciou o menor dinamismo, com uma queda de 5,3% no número de transações e um aumento mais modesto do valor das vendas, 15,3%.
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