Como o “Home staging” está a mudar a venda de imóveis

EUA, Europa e Brasil: estratégias para valorização imobiliária.

Como o “Home staging” está a mudar a venda de imóveis
Como o “Home staging” está a mudar a venda de imóveis

O home staging emergiu nos Estados Unidos há mais de 25 anos, consolidando o país como berço e referência global desta estratégia de valorização imobiliária. A prática revolucionou a forma como propriedades são apresentadas no mercado, transformando espaços vazios ou habitados em ambientes atraentes e capazes de despertar o interesse de potenciais compradores.

Especialmente relevante em centros urbanos e áreas de alto padrão, o home staging é amplamente valorizado neste mercado imobiliário extremamente competitivo. O principal objetivo dos home stagers ou stagers, como são denominados os profissionais formados e especializados nesta área, é destacar os imóveis no meio de uma vasta oferta de propriedades.

Nos EUA, o mercado imobiliário caracteriza-se pela sua rapidez, tornando a prática quase obrigatória para assegurar a valorização das propriedades. Os home stagers colaboram com agentes imobiliários, investidores e senhorios, criando ambientes atrativos que aceleram a venda e justificam um preço mais elevado. Além disso, o sistema de open house, muito comum no país, depende significativamente do home staging para causar uma impressão positiva imediata nos potenciais compradores.

O estilo nos EUA tende a adotar uma abordagem moderna e minimalista. Mobílias elegantes e acessórios neutros são frequentemente utilizados para transmitir uma sensação de sofisticação e modernidade. No entanto, o setor enfrenta desafios devido à alta competitividade e às elevadas expectativas dos clientes, que procuram cenários visualmente impactantes e memoráveis.

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Na Europa, o home staging está em pleno crescimento, especialmente nos mercados de luxo e nas capitais como Londres, Paris e Lisboa. Contudo, a popularidade do serviço varia significativamente entre países. No Reino Unido, por exemplo, a prática já é amplamente difundida em propriedades de alto padrão. Em Portugal, este mercado está a ganhar cada vez mais relevância, particularmente nos setores de luxo e turismo, onde se revela uma ferramenta valiosa para acelerar vendas e arrendamentos. Em contrapartida, países como Itália e Espanha ainda não consideram esta ferramenta uma norma no setor imobiliário.

Ao contrário dos EUA, o mercado imobiliário europeu de compras e vendas é menos dinâmico devido à percentagem mais alta de pessoas que arrendam e não possuem as suas casas. Segundo uma pesquisa da Statista de 2021, dois terços dos alemães são inquilinos, enquanto sete em cada dez americanos são proprietários. Esta diferença tem implicações significativas para o home staging na Europa. Os serviços de home staging devem ser adaptados ao ritmo de vendas mais lento e sobretudo aperfeiçoados para   ou arrendamento em geral. Assim, a prática é mais comum em propriedades exclusivas ou localizadas em destinos turísticos, onde a estética visual diferenciadora pode ser um fator decisivo.

O estilo europeu valoriza peças que incorporam referências culturais e históricas locais. Os acessórios decorativos tendem a ser mais personalizados e muitas vezes refletem o estilo de vida específico de cada país, com maior ênfase em artesanato e design exclusivo. Este nível de personalização cria uma experiência única e memorável para os compradores.

No entanto, a expansão do home staging na Europa enfrenta desafios como a falta de perceção do serviço como essencial. Além disso, o elevado custo de vida em algumas cidades europeias pode tornar significativo o investimento em home staging. Diferenças culturais entre países também exigem abordagens específicas, aumentando a complexidade do trabalho dos profissionais da área.

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No Brasil, o home staging tem vindo a ganhar espaço no mercado imobiliário, especialmente no segmento de alto padrão e luxo. Embora o conceito seja valorizado por um número crescente de vendedores e compradores, ainda não alcançou o nível de popularidade observado nos Estados Unidos. No entanto, a prática desperta interesse entre investidores que procuram acelerar o ciclo de vendas e maximizar lucros.

Num mercado imobiliário sujeito a flutuações económicas, a estratégia de marketing destaca-se como um diferencial competitivo, sobretudo em propriedades de luxo. Cada vez mais profissionais da área oferecem soluções personalizadas e economicamente viáveis para tornar o investimento mais acessível aos proprietários e imobiliárias.

O home staging brasileiro mistura elementos modernos com características culturais locais. É comum o uso de plantas tropicais, paletas de cores neutras e detalhes que realçam o estilo de vida brasileiro. Contudo, o custo elevado de mobiliário de qualidade pode limitar as opções disponíveis. Este desafio está a ser mitigado com soluções de aluguer de mobília para home staging.

Apesar de ainda não ser amplamente conhecido no país, proprietários e profissionais do setor estão gradualmente a tornar-se mais conscientes do poder desta ferramenta de marketing imobiliário, o que contribui para o crescimento do setor.

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As diferenças no home staging entre os Estados Unidos, Europa e Brasil refletem não só as particularidades dos respetivos mercados imobiliários, mas também os aspetos culturais e económicos que moldam este setor. Nos EUA, o home staging é essencial para destacar imóveis num mercado dinâmico; na Europa, personalização e design exclusivo tornam-no um serviço premium; enquanto no Brasil está a emergir como uma ferramenta estratégica com especial relevância no mercado de luxo. Independentemente da região, o home staging continua a afirmar-se como um elemento-chave para aumentar a atratividade e valor dos imóveis no mercado global.

 Autoria: Fernanda Genthon - Ho.st

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