Casas portuguesas, com certeza!
Entre porta adentro das mais belas casas tradicionais!
Granito, xisto, taipa ou basalto, grandes e pequenas, faustosas e modestas, têm tantas formas como as histórias que guardam. São as tradicionais casas portuguesas, com certeza, muito mais do que simples habitações.
Se houve épocas em que muitas das construções tradicionais eram escondidas ou destruídas, o seu valor é agora justamente reconhecido, sendo reabilitadas e adaptadas a funções diferentes das originais, como acontece com moinhos e palheiros.
A diversidade de materiais, tamanhos e estilos arquitetónicos reflete a riqueza cultural do país, mas também a capacidade de adaptação das populações aos ambientes e recursos naturais. Percorra estas casas bem portuguesas, com certeza!
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O norte de Portugal é conhecido pelo seu clima mais frio e chuvoso, características que influenciam a arquitetura local. Aqui, predominam as casas de pedra, em granito ou xisto, abundante na região. São construções de paredes grossas, que proporcionam isolamento térmico e impermeabilização das chuvas.
Por regra, a Casa Minhota, típica da região do Minho, é conhecida pelas varandas em madeira e pelos detalhes ornamentais nas janelas e portas. A varanda era utilizada para sequeiro. Tradicionalmente, o rés-do-chão estava reservado aos animais e produtos agrícolas e o andar de cima às pessoas.
Também com recurso à pedra abundante, sobretudo granito, a Casa Serrana também tem uma construção robusta e sólida, possuindo muitas vezes um pátio interno e celeiros adjacentes.
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Também com recurso à pedra abundante, sobretudo granito, a Casa Serrana também tem uma construção robusta e sólida, possuindo muitas vezes um pátio interno e celeiros adjacentes.
A Casa Serrana, mais simples do que a Minhota, é comum em zonas de serra, tanto no Minho, Trás-os-Montes e Beiras Alta e Baixa. Muitas vezes, construção limita-se praticamente à casa e ao curral; quando existe milho, há também os espigueiros e as eiras. Muitas vezes, a casa cresce a partir da rocha natural do solo e envolve-se nos declives naturais do terreno.
As Carenhas do Alto Minho são pequenas construções em granito usadas originalmente como abrigos temporários por pastores, têm um desenho simples e funcional que se integra perfeitamente na paisagem rural. Atualmente, têm sido adaptados para alojamentos turísticos.
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No centro do país, a arquitetura reflete uma mistura de influências e tendências.
No Centro Litoral, a Casa de Madeira é o tipo de habitação característico das zonas costeiras. Os palheiros construídos como armazéns de alfaias de pesca ou abrigo temporário passaram mais tarde a acolher famílias na época balnear ou até alojamento temporário. Os Palheiros coloridos da Costa Nova são um exemplo destas construções.
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As Casas de Xisto, comuns nas aldeias das serras da Lousã e do Açor, rios Zêzere e Tejo-Ocreza são construções pitorescas e de aspeto robusto. Existem 27 Aldeias do Xisto em Portugal, distribuídas por um território de 5.000 Km2 e 20 concelhos. Mantêm a sua beleza única e têm rido revitalizadas nos últimos anos.
A presença de quintas e solares é marcante, muitas vezes ligadas à agricultura e à vinha. Os solares são residências amplas, rodeadas de vastos terrenos agrícolas, muitas vezes com azulejos decorativos nas fachadas.
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A Casa Saloia é por regra feita em taipa ou pedra calcária e tem um encanto particular. Com um bloco térreo e outro de dois pisos, ambos adjacentes, aduelas em pedra, alpendre e um quintal murado, tem muitas vezes decorações com motivos de animais, como andorinhas.
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No Alentejo, a arquitetura é marcada pela simplicidade e funcionalidade. As casas são caiadas de branco, com barras coloridas nas portas e janelas, para refletir o calor intenso do verão. As construções, de adobe de taipa (uma mistura de terra e palha) ou tijolo oferecem um excelente isolamento térmico para as oscilações de temperatura.
Os Montes Alentejanos são casas térreas inseridos em grandes propriedades, de planta retangular, caiados, com telhado de duas águas que contém várias chaminés, e reúnem tanto o espaço de habitação como outras dependências associadas ao trabalho rural.
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As Casa de Povoado, típicas dos aglomerados populacionais das aldeias alentejanas dispõem-se de forma continuada, ao longo da rua, com diversas fileiras de casas. Tradicionalmente habitadas por operários rurais, são unicamente de habitação e não de lavoura, ou seja, não têm espaço para guardar estes utensílios agrícolas.
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No Algarve, a proximidade com o Mediterrâneo inspira a arquitetura. A Casa Algarvia é caracterizada por elementos mouriscos tais como as açoteias ou terraços no alto das casas e as chaminés rendilhadas. As moradias de um ou dois andares têm paredes brancas e detalhes em azul ou amarelo.
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Nos arquipélagos, a arquitetura adapta-se ao terreno e ao clima únicos destas regiões.
Nos Açores, as Casas de Basalto são edificações com uma beleza original e uma marca identitária da região. Construídas com a pedra vulcânica local, estas casas têm um aspeto robusto e são muito resistentes e duradouras. Outras construções, como moinhos e muros, são também em basalto.
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Na Madeira, as Casas de Santana, as icónicas casas triangulares feitas de madeira e com telhados de colmo, testemunham os materiais disponíveis na região. A cobertura de colmo era uma forma de aproveitar o cultivo de cereais e a inclinação dos telhados garantia a impermeabilização da habitação, drenando as águas das chuvas.
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