A promessa das madrugadas de maio: estrelas cadentes à vista

Chuva de meteoros risca o céu: o espetáculo das Eta Aquáridas!

A promessa das madrugadas de maio: estrelas cadentes à vista
A promessa das madrugadas de maio: estrelas cadentes à vista

Na madrugada de 5 para 6 de maio, os céus voltam a surpreender com uma coreografia celeste traçada a partir de pequenas poeiras deixadas para trás por um viajante muito especial: o cometa Halley. É o pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas, um fenómeno que nos chega todos os anos por esta altura e que em 2025 promete um espetáculo luminoso — mesmo com a Lua a tentar roubar o protagonismo.

Durante algumas horas, o céu pode parecer salpicado por até 50 meteoros por hora, riscando a escuridão com uma chuva de estrelas que lembram traços de giz numa ardósia infinita. Mas atenção: esta estimativa é válida sobretudo para os observadores privilegiados do hemisfério sul. Por cá, a norte do equador, devemos contar com cerca de 10 a 30 estrelas cadentes por hora, números mais modestos, mas ainda assim suficientes para justificar o toque do despertador antes do amanhecer.   undefined

As Eta Aquáridas são um legado que o Halley, o mais famoso dos cometas, vai deixando sempre que passa perto do Sol. É desse rasto de poeiras que nascem os meteoros que agora atravessam a nossa atmosfera e se desintegram com um brilho breve e mágico perante o nosso olhar.

Apesar de parecerem nascer de um ponto específico no céu — o chamado radiante, junto à estrela Eta da constelação de Aquário, a 168 anos-luz — a sua origem é bem mais próxima.

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Este ano, o espetáculo coincide com uma Lua iluminada a 72%, o que pode atrapalhar as observações. Mas há boas notícias: a lua cheia despede-se cedo, pouco depois da meia-noite, deixando o céu escuro e mais propício a ver os traços luminosos da chuva de meteoros. As horas antes do amanhecer são, por isso, o melhor momento para observar este fenómeno.

A chuva está ativa desde 19 de abril e continua até 28 de maio, mas é mesmo na madrugada de 5 para 6 de maio que o pico acontece. Para quem quiser assistir, o conselho é o mesmo de sempre: fugir das luzes da cidade, procurar um local escuro e aberto, de preferência com boa visibilidade para sudeste e, claro, deixar os olhos habituarem-se à escuridão.

Se as nuvens colaborarem, será uma daquelas noites em que nos sentimos, simultaneamente, ínfimos e agigantados. Cada rasto de luz que cruza os céus é uma história que começa há milhares de anos e termina, por instantes, diante dos nossos olhos deslumbrados. Vale a pena estar acordado para ver!

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